Mostrando postagens com marcador Cristina Ferraciolli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cristina Ferraciolli. Mostrar todas as postagens

Evangelizando na Puberdade


No texto anterior subdividimos a fase da LATÊNCIA, falamos um pouco sobre  as crianças até 10 anos aproximadamente onde os mesmos desenvolvem: INFERIORIDADE  ou INDÚSTRIA (ler texto anterior).

Se a questão da inferioridade  foi acentuada pelos adultos que cercam a criança, com estímulos negativos:

·         Você não faz nada certo!

·         Que horrível seu serviço!

·         Não adianta, você não faz nada que preste!

·         Você não aprende!

·         Tem que ser você!

·         Ficou uma porcaria!

 

A criança poderá entender, “valho por aquilo que produzo” mesmo dando o melhor de si, não é reconhecido, levando-o a  praticar os trabalhos de forma  limitada, fazendo  as coisas como obrigação. Pode se tornar um escravo conformista, ser explorado, perdendo sentimento de identidade.

Se for motivado em suas atividades, elogiado por suas boas práticas, verá o trabalho como obrigação, seu futuro será centrado na constrição de seus horizontes.

Lembrando que Jesus aos 12 anos evangelizava. Podemos e devemos incentivar as crianças a prepararem um mundo melhor.

Na evangelização com esta faixa etária já pode e deve ser trabalhado o estudo bíblico, a leitura Orante da Palavra.

Incentivá-los a pregarem, e evangelizarem outras crianças, dando de presente para Jesus muitas crianças evangelizadas.

A oração com eles nesta fase deverá ser voltada para aceitação do corpo, da família, da casa. O perdão dos pais ou por serem omissos, ou serem muito controladores.



Para ver as postagens anteriores clique AQUI

Se você tiver sugestão para algum tema que possamos refletir, envie para nosso e-mail dominuspuer@gmail.com



Fases do desenvolvimento psicossexual – FASE DA LATÊNCIA

 
           Seguindo o estudo de FREUD, agora iremos falar um pouco da idade de 6 anos, o autor não especifica uma idade  limite para o encerramento desta, então iremos subdividi-la com  conhecimentos e aprofundamento nos estudos realizados, tomando o cuidado de salientar como evangelizar nestes períodos. Trabalharemos um pouco esta semana dando continuidade na próxima ok?

Freud coloca que nesta fase grande parte da energia da criança é conduzida para o desenvolvimento de novas habilidades e a aquisição de novos conhecimentos. LATENTE – significa “oculto”, a libido agora está adormecida, a sensibilidade é difusa.

O vínculo que na fase anterior se limitava a família, agora se estende aos vizinhos a escola.

Até os 10 anos aproximadamente a criança apresentará  INFERIORIDADE, caso a CONFIANÇA da fase anterior não foi afirmada, ou apresentará INDÚSTRIA produzindo e desenvolvendo habilidades e tarefas.

A criança nesta idade necessita e confia em Deus, reconhece o pecado. Tendo um senso de “cobrança e punição” muito sério.  

A oração nesta idade deverá focar:

 
·         O EQUILÍBRIO DO DESEJO DE APRENDER - fase onde se desenvolve a alfabetização, a cobrança é grande na criança, tanto da escola quanto da família;


·    ALIENAÇÃO DE SI E DE SUAS TAREFAS – conforme vai crescendo é dado tarefas, atividades para serem executadas, muitas vezes é recriminado por não fazer de forma perfeita., ou da forma como o adulto gostaria.


·   SOBERBA - Como tem uma necessidade muito grande de “mostrar que sabe” pode desenvolver autoestima elevada, soberba, humilhando os colegas.
Nesta idade o evangelizador  instrui a frequentar a catequese.
Na evangelização  poderá utilizar de histórias ilustradas, mímica, teatros, jogos de desafio, usar de muitas brincadeiras, ensinar a rezar o terço, noções do sacramento, incentiva-o a evangelizar os outros e ensinar a retirar mensagens da  palavra
 



Para ver as postagens anteriores clique AQUI

Se você tiver sugestão para algum tema que possamos refletir, envie para nosso e-mail dominuspuer@gmail.com



Evangelização de acordo com a faixa etária - 1 a 3 anos

 

Na semana passada falamos um pouquinho sobre a FASE ORAL  e os sentimentos de CONFIANÇA e DESCONFIANÇA que são gerados na primeira infância. Esta semana iremos abordar a FASE ANAL – de 1 a 3 anos. A relação da criança, antes somente com a mãe, agora é ampliada também ao pai.  Nesta fase a criança está aprendendo a controlar os esfíncteres.

A criança poderá desenvolver: AUTONOMIA - poder de elaborar seus produtos (coco e xixi), se o sentimento de confiança da fase anterior foi elaborado, crescerá seu sentimento de autonomia e irá gerar independência, emancipação da criança. Ou poderá gerar DÚVIDA OU VERGONHA, quando a criança é exposta ao ridículo devido não ter o controle dos esfíncteres.

COMO EVANGELIZAR?

                Histórias rápidas com enredo simples, com personagens da vivência das crianças. Elas gostam de histórias de bichos, brinquedos e seres da natureza humanizados.

                Os fantoches continuam sendo o material mais utilizado, a música também exerce grande fascínio na criança.

                O evangelizador deve falar do Papai do Céu, da Mamãe do Céu, Anjinho da Guarda, orações curtinhas onde eles têm que repetir. A oração deve respeitar a criança que ainda está na fase do egocentrismo onde tudo diz “ eu, meu”, e não divide. Aos poucos levar a repartir. Ensinar a ler a Bíblia com o dedinho e ouvir o Papai do Céu falando  através do barulhinho. Contemplar a natureza, observando, louvando e agradecendo ao Papai do céu por tudo. Nesta fase a criança imita o adulto em tudo, portanto irá acompanhar rezando o terço, fazendo reverência, sinal da Cruz, copiando as atitudes e ações do adulto. E que os pequenos cresçam como Jesus: “Em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens” Lc 2:52

ORAÇÃO DE CURA DIRECIONADO:

- PARA O AUTO CONTROLE;

- PARA O PERDÃO POR EXPOSIÇÃO AO RIDÍCULO;

- PARA A ORAÇÃO UTILIZAR BONECAS, CARRINHOS, MASSINHAS, PEQUENAS ORAÇÕES;

Uma frase para esta etapa: “Eu sou o que posso querer livremente”

EVANGELIZAÇÃO DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA - 0 a 2 anos

 

0 A 2 ANOS – A IDADE DA GRAÇA

 

Nesta faixa etária a criança prende-se ao movimento, ao tom da voz e não ao conteúdo que é expresso pelo adulto.

O vínculo afetivo é totalmente com a mãe, é uma relação praticamente simbiótica (são um só) e esta ligação com a mãe irá alicerçar as estruturas de sua fé. Se a criança  chora com dor ou incômodos é acalentada, se tem sono, é embalada, se está com as fraldas sujas é trocada, estas atitudes produzem CONFIANÇA, pois tem certeza de que a mãe não a abandona e que vai ajudá-la. Ao mesmo tempo se a criança não é acolhida em sua dor, em seu sono, em suas necessidades básicas, o sentimento que irá nutrir é DESCONFIANÇA, pois não fazem nada para aliviar sua dor, desconforto  ou sofrimento. Estes sentimentos CONFIANÇA e DESCONFIANÇA como foi dito anteriormente é a base para a estrutura da fé, confio ou não confio.

 COMO EVANGELIZAR NESTA FASE?

A fé será despertada através do toque, dando-lhe o colo, o afago, o carinho, o sussurro em seu ouvido que acalma e conforta Nossa Senhora é Modelo para nós.

JESUS É A LUZ DO MUNDO- Usar sempre uma vela quando orar, explicar que Jesus é a luz que indica o caminho, que com Ele estará sempre seguro.

DURANTE O BANHO - O banho lembra o batismo, quando banhar a criança falar de seu batismo, relembrar o dia, as emoções, falar dos padrinhos, como aconteceu, lembrando que Jesus é fonte de água viva.

REZAR JUNTO- Através de imagens e figuras da Mãezinha do céu, Papai do céu, anjinhos, ensinar a criança a jogar beijos, acariciar, abraçar, despertando o amor à santidade. Cantar pequenas canções também remete a oração, Mãezinha do Céu Anjinho da guarda, também indico o DVD Pescadores Kids Baby, que você pode adquirir pela internet.

Móbiles e imagens e figuras de santos, anjinhos, também podem e devem ser utilizados como estratégias para evangelizar, lembrando que o tom de voz, o toque, o olhar são e devem ser utilizados para evangelizar.

As histórias devem ser rápidas e curtas. Eles gostam de fantoches e objetos que fazem parte de seu convívio, histórias inventadas e curtas funcionam muito bem nesta fase, você pode contar histórias sobre como Jesus à ama, como seu nome foi escolhido por Deus Pai, que mesmo que se os seus pais um dia faltarem Jesus nunca faltará, Ele é um amigão, está sempre perto...

ORAÇÃO DE CURA – A oração deve ser voltada para o perdão de quem cuida mãe, avós, por ter passado uma sensação de desamparo e descuido, criando a desconfiança na criança.

 “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja  glória, agora e para sempre! Amém.”        2 Pedro 3:18

 



Vejam os outros artigos publicados essa semana no blog, pois um complementa o outro.

Oração de cura interior

Como falamos na semana anterior, esta semana faremos um vídeo conduzindo oração de cura de aborto. Procure um lugar bem tranquilo e aconchegante.                       
Você pode fazer esta oração junto com seu(sua) esposo(a), entendemos que os dois, pai e mãe precisam de cura.
Obs: Não faça esta oração sozinha.



Qualquer dúvida entre em contato comigo aqui pelo blog ou pelo e-mail: dominuspuer@gmail.com
Fiquem na paz. 

Beijos, tia Cris

O luto devido a um aborto

Passamos várias semanas falando sobre a perda de um ente querido. Mas meu coração dizia que faltava abordar uma dor imensurável. A perda de um filho que ainda nem nasceu – Aborto, ou até mesmo nasceu e morreu em seguida.

O aborto é entendido como a interrupção da gravidez, quando o feto não pode subsistir fora do útero materno. Pode ser classificado em:

- Espontâneo - Causas naturais;

- Provocado - Induzido por adulto;

Neste texto iremos tratar especificadamente do aborto espontâneo, quando a interrupção da gravidez aconteceu de causas naturais, sem a livre intervenção humana. A causa normalmente é a má formação do próprio embrião (estudos mostram que ocorrem de 10 a 15% de abortos em todas as concepções). Mas antes vamos pensar um pouco com a chegada do bebê. Geralmente a notícia é comunicada pela família de forma alegre, festiva.

- Iniciam-se os preparativos;

- Os pais querem logo contar para todos;

- Não faltam parabéns, comemorações, presentes;

- Começa a pensar no quarto, decoração, nome, roupas, enfim tudo o que rodeia o universo do bebê.

Mas aí do nada aquilo tão sonhado, desejado, esperado, parte antes mesmo de nascer, ou mesmo nasce, fica pouco com a gente e vai embora.

O que fazer com o vazio? A dor?

Como falamos durante estas semanas, quando perdemos um ente querido encontramos “espaço social” para ser sentido. Diferente de uma gestação interrompida.

As pessoas muitas vezes dão pouco acolhimento e a dor é desacreditada. É comum a mãe ouvir frases como:

- Já aconteceu comigo, é normal;

- Era só umas células nem era um bebê;

- Você é jovem, logo você terá outro;

- Eu não entendo por que você chora tanto;

- Ainda bem que aconteceu agora já pensou se já tivesse maior, ou se tivesse nascido;

- Foi Deus quem quis assim;

Interessante pensar que esta dor, este luto não é permitido pela nossa sociedade. Quando perdemos os pais ficamos órfãos, quando perdemos o esposo (a) ficamos viúva (o), mas quando perdemos um filho? Que nome é dado?

Não tem nome, não existe nomenclatura para a perda de um filho. Lembrando que desde que sabemos de sua existência já o denominamos filho.

Às vezes vejo nas redes sociais algumas mães quando “descobrem” a gravidez, postam fotos de sapatinhos (azul e rosa), utilizam certas denominações: “pacotinho de amor”, “o melhor de mim”, “presente de Deus”.

Aí de uma hora para outra a interrupção do sonho. E os questionamentos aparecem:

- Por que isso aconteceu comigo?

- Um monte de mulheres nem querem ter filhos e eu que quero tanto, perdi o meu;

- O que eu fiz de errado se estava indo tudo bem?

Quando morre uma pessoa querida, você se recorda das coisas boas que ela fazia, traz à tona lembranças, acontecimentos da vida dela. Mas e quando é um bebê? Ele ainda não tem uma história.

 Muitas vezes a mulher não sente vontade de falar sobre o assunto, até porque a sociedade não dá abertura para este diálogo. Como citamos anteriormente não se encontra espaço social para falar sobre o assunto. As pessoas chegam à mãe e perguntam sobre o bebê, quando a mãe diz que o bebê se foi, as pessoas não sabem o que dizer, ficam constrangidas, desconversam.

E o Pai? Com ele é ainda pior porque ele além de sentir a dor, ainda ouve que tem que ser forte para ajudar sua mulher. Muitas vezes ele “camufla” a dor por não saber o que fazer ou falar passando por insensível, a mãe pode até achar que ele não queria ou não amava o bebê tanto quanto ela. Se a licença paternidade é curta para se conectar com o bebê que nasceu, é igualmente curta para tentar se curar do bebê que perdeu.

O que pode e deve nos acalentar é que no tempo certo a dor não será tão grande, nunca “esqueceremos”, mas saberemos viver sem ter tido a “história” desejada ou sonhada com este filho que se foi, e que, este pequeno anjo voltou aos braços do Pai “antes mesmo que te formastes no ventre materno, eu te conheci, antes que saísse do seio de sua mãe, eu te consagrei” Jr1,5.

Se você conhece alguém que sentiu esta dor, convido você a participar comigo de uma oração na próxima semana. Acompanhe aqui no Blog e participe. Importante que seu esposo(a) esteja junto para a oração seja completa. Abraços e até a próxima semana.

Tia Cris


 


LUTO E CURA INTERIOR



                Se você já fez a dinâmica que foi postada no vídeo agora é a hora da última parte. Você já está com a carta que escreveu para a pessoa amada que se foi.
                lembre-se que você pode enfeitá-la com beijinhos de saudades, desenhar corações, pequenas flores, enfim, decorá-la com desenhos e figurinhas características suas e da pessoa que se foi. Dobre- a com muito carinho, e agora chegou o momento de enviá-la para a pessoa amada que se foi.              
                Antes me responda: Onde esta pessoa querida está? Em que lugar você imagina que ela esteja?
                Se sua resposta for Céu, então é para lá que enviaremos. Como? Colocando fogo. Suas palavras, desenhos, sentimentos com certeza chegarão até o Céu.
                Espero que esta experiência tenha ajudado a deixar seu coração mais leve e curado da saudade e da falta da pessoa amada.
                

                Lembre-se que a criança também tem saudades, então você pode fazer a mesma dinâmica com as crianças. Escolha uma música para manter um clima de interiorização, no caso do vídeo utilizamos a música Lindo Céu de Adriana Arydes. Os pequenos que ainda não sabem escrever irão desenhar colocando no papel toda a saudade que está no coração. Entretanto as crianças precisam de ajuda no momento de colocar fogo na cartinha, ok!

Beijos até a próxima semana
Tia Cris




MEU LUGAR É O CÉU! É LÁ QUE EU QUERO MORAR!

Se alguém chegasse pra você hoje e perguntasse:

-Você quer ir para o céu?

Qual seria sua resposta?

Mas logo em seguida a pessoa lhe perguntasse:

_Então, Mas para ir para o céu você vai morrer hoje. Você quer morrer agora?

E então, O que você responderia? Assustou-se? Relutou? Ficou na dúvida? Voltou atrás com sua resposta?

Acredito que poucos responderiam sim, ou tudo bem. Porque a morte mesmo sendo algo real e totalmente intrínseco aos seres vivos, nós não gostamos de pensar ou cogitar.

Entretanto ela é a única certeza que temos nesta vida. Estamos apenas de passagem, fomos chamados por Deus para ajudá-lo a construir um mundo melhor, mas nossa certeza é que um dia deixaremos este mundo, que seremos lembranças para aqueles nos amam.

E para onde vamos? Onde será nosso lugar?

Nosso lugar é o céu, Deus nos chama e Jesus nos ensina a Santidade.

" A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" Filipenses 3:20

Neste processo de luto, da morte, temos o funeral. Creio ser tão difícil falar com os pequenos sobre, quanto explicitar a morte de um ente querido para as crianças. Mas é importante que eles vivam estas experiências.

Quando a criança participa de um funeral tem a possibilidade de vivenciar e entender o luto, dessa forma cria menos fantasias ou ideias erradas sobre a morte.

 O Que e como podemos falar com a criança sobre o velório?

Depois que alguém morre, as pessoas realizam um velório num lugar próprio numa Igreja, ou num cemitério, para dizer adeus.

Essa reunião pode até parecer uma festa, porque estarão presentes muitas pessoas que a criança não vê a muito tempo, ou até mesmo que não conheça.

A pessoa que morreu pode ser vestida de maneira educada e respeitosa e estará numa caixa especial chamada esquife ou caixão por um tempo para que as pessoas possam vê-la mais vezes, antes de ser enterrada.

É importante avisá-la que haverá gente chorando, pois estão tristes, e afirmar: Tudo bem se você não chorar, e tudo bem também se você não chorar.

Cuidado!! Evite criar ideias erradas sobre a morte como dizer:

“O falecido está dormindo"

É difícil compreender a morte então nós a comparamos com algo que realmente entendemos. A morte se "assemelha" ao sono, mas quem cai nesse sonho não acorda jamais. Quando a pessoa está morta seu corpo não se move mais. Ela permanece calma e tranquila. Assim sendo mude a fala: “estar dormindo” por “parece estar dormindo

 A criança pequena leva ao "pé da letra" e pode ficar com medo. Se a pessoa que morreu dormiu ou descansou: "Poderá acordar a qualquer momento”; e ainda pensar: “E eu também posso morrer quando dormir.”

Outra fala comum dos adultos é dizer que a pessoa que morreu "Foi embora". Na cabeça da criança ela poderá voltar.

É bom também explicar para criança como está o lugar, o ambiente:

Você vai observar muitas flores num velório, Pessoas mandam flores para mostrar como estão tristes e pesarosas. Talvez tenha fotos da pessoa que morreu em seus momentos significativos junto aos seus familiares e amigos.

Ouça e participe das orações e músicas. Ouvir o que nos diz a Bíblia nos ajuda a compreender que Deus nos ama e sempre estará pronto para nos ajudar.

Observe os símbolos utilizados. Você pode sentir o cheiro do incenso, você poderá ver familiares depositando flores sobre o caixão; e um padre ou ministro aspergindo o caixão.

Ouça com atenção as palavras carinhosas que o padre, o ministro, ou familiares dirão talvez alguém conte alguma história sobre a pessoa que morreu.

E o cemitério????

Cemitério é um lugar tranquilo onde as pessoas são enterradas. O caixão é colocado em uma "gaveta" ou em uma cova aberta no gramado, que se chama sepultura. As pessoas se aproximam jogam flores rezam e dizem adeus. Posteriormente será colocada uma pedra especial sobre a sepultura. Muitas pessoas continuam visitando o cemitério por muitos anos. Rezam e deixam flores. Uma vez ao ano ao menos costumamos visitar o cemitério, no dia 02 de Outubro, dia de finados.

Lembre-se que o corpo da pessoa se separou de sua alma e ela foi para o junto de Deus, um lugar que chamamos Céu. Lá Deus nos dará "tudo que realmente queremos”. Pode ser que todas as pessoas especiais na nossa vida que já morreram estejam reunidas nesse mesmo lugar.

O céu é um lugar bonito onde deus cuida com carinho das pessoas que morreram. È um lugar onde não existe dor nem sofrimentos e onde teremos a felicidade eterna.

Por hoje ficamos por aqui, procure ler os textos anteriores para se aprofundar um pouco mais no assunto. Até a próxima semana.


Beijos Tia Cris

 

 


EXISTE SENTIDO POSITIVO NA MORTE?

         

            Nas semanas anteriores tratamos do assunto luto, recordamos o luto em nossa infância e questões voltadas para a alma, os sentimentos e as emoções.

            Entretanto este assunto envolve muitos tópicos a serem explanados, relembrados e, por que não dizer, desmistificados?!

            Você já se imaginou pensar na morte de forma positiva? A palavra de Deus em Filipenses 1,21 nos diz que graças a Cristo a morte Cristã tem um sentido positivo “Para mim, a vida é Cristo e morrer é lucro”.

            Foi pela morte de Cristo que provamos, experimentamos o amor verdadeiro, e a experiência do amor é maior do que a morte. Cristo assumiu nossa morte e nos libertou por isso nós cremos que a morte tem um sentido positivo.

            O tempo vai passando e a saudade vai sendo administrada e passamos a lembrar de quem se foi sem sofrer como no início. Não esquecemos, lembramos com menos sofrimento e nos adaptamos a essa nova realidade. Nossa saudade é e será confortada na confiança em Deus (Salmo 41).

            Ajudar as crianças que de fato vivem a morte de um ente querido, significa permitir que o próprio ritmo delas atenda às suas expectativas e demandas.

            É fácil cair no tópico do “não chore”, e ao mesmo tempo sentir o desejo de chorar com as crianças, como sentimos o desejo de rir quando participamos de experiências felizes e alegres.

            No entanto, a participação das crianças na ocasião da morte de um ente querido e nos momentos importantes dos ritmos fúnebres é uma forma de ajudá-las a viver de forma sadia a perda.


DICAS PARA CONVERSAR E LIDAR COM O LUTO

            Nos preocupamos em que a criança possa sentir ao ver o cadáver de um ente querido, entretanto a fantasia que envolve a morte é mais perigosa. O “esconder” ou “camuflar” a verdade pode favorecer interpretações equivocadas e criar mais ansiedade.

            Explicar a morte dizendo “foi fazer uma longa vigem”, “Deus o levou para o céu”, “Agora ele está lá no céu e pode nos ver lá de cima” são abordagens perigosas, que podem gerar confusões e reações nada saudáveis como: “Se viajou e não  voltou me abandonou”; Se  Deus o levou para o céu; Ele não é justo nem é bom, pois me tirou aquele que eu amo e que me faz falta; “Se as pessoas escondem seus sentimentos e não choram é porque não o amavam muito”.

            Utilizar fotografias ou objetos da pessoa fazendo uma pequena caixa de recordações e memórias pode ser um modo simples de dizer que continua viva em nossos corações, lembrando e recordando coisas e ações vividas na época da fotografia;

            Escrever ou desenhar o que sentem; fazer um desenho para o ente querido para que coloquem para fora o que trazem dentro de si;

            Se uma criança quiser ir ao cemitério com frequência após a morte de alguém querido, acompanhe-a, pois, estão encarando a realidade e vão ao cemitério chorar sua dor. Melhor ir ao cemitério do que evitar falar da morte, escondendo assim sua dor e sofrimento;

            Informar no tempo devido sobre a morte do ser amado, dando a oportunidade de se despedir do falecido e tomar parte dos rituais de luto,  entre os adultos busque um com capacidade de se aproximar  da criança e  assim permitir que ela tome parte do luto dos adultos,  dessa forma ela terá condições de compreender a perda fatal e passar pelo processo.

            É muito importante para a criança receber esta notícia de forma direta, imediatamente e claramente. Quando é informado no devido tempo e de acordo com a verdade, a criança sente que os adultos a levem a sério;

            Falar com a criança sobre a pessoa que morreu sempre que ele desejar e quando for possível para o adulto;

Sobre a pessoa que se foi interessa a criança: O que ela gostava de comer; se apreciava música; quais eram seus jogos preferidos; o que ela sabia fazer bem, o que não fazia tão bem; é importante cultivar a recordação.

 


Abraços e até a próxima semana!
Tia Cris



O LUTO E AS EMOÇÕES


A Bíblia nos ensina que precisamos aprender com os sentimentos de forma saudável, recordemos o texto da semana passada que falamos que a alma nos faz ser especial, assim como a alma, Deus nos fez com nossos sentimentos e emoções.

Jesus não reprimia suas emoções, entretanto agia de forma equilibrada e justa. O evangelho afirma que sentimentos como IRA, (Lc 19:43), TRISTEZA (Mt 26;38, Jo 11), MEDO (Mt 27:43) entre outros, foram manifestados por Jesus. Entretanto, estes sentimentos eram expostos de forma controlada e racional, seguindo a vontade do Pai.

Assim como Jesus nossos sentimentos e emoções devem ser manifestados com sinceridade e racionalidade, quando perdemos o controle e agimos pelo impulso das emoções, corremos um sério risco de causar sofrimento àqueles que estão próximos e consequentemente a nós também.

Quando conhecemos nossos sentimentos conseguimos nos colocar no lugar de outras pessoas, então somos capazes de entender e confortar mutuamente, ou seja, vivemos a dor do outro e podemos ajudar.

Nós adultos percebemos, reconhecemos e sabemos nomear os sentimentos, ou pelo menos deveríamos saber para poder usá-los para o bem.


Mas e as crianças?

O que elas sabem sobre os sentimentos?

Como ajudar os pequenos a expressar suas emoções?

As crianças aprendem o que lhes é ensinado, por exemplo, "BIRRA" ela só sabe que fez porque o adulto provavelmente contou a experiência ou uma ação realizada pela criança para outro adulto e nomeou como "birra".

Os pequenos só têm condições de distinguir e nomear um sentimento do outro, se os adultos a ensinarem. E isto só acontecerá através do diálogo com a criança, tomando o cuidado de não responder à ação da criança com raiva, falta de controle ou ameaças, elas precisam de pessoas que lhe passem tranquilidade e não que alimentem sua irritação.

Quando refletimos junto com elas sobre o que a levou a sentir e agir daquela maneira, isso promoverá sua maturidade emocional.


E QUANDO SE TRATA DOS SENTIMENTOS LIGADOS AO LUTO?


Os sentimentos que envolvem a criança

      Quando morre alguém que amamos, centenas de sentimentos afloram, nossos pensamentos e emoções influenciam no nosso modo de ser e de sentir. Perante a experiência da perda geramos sensações:

FÍSICAS: aperto no peito, taquicardia, agitação, insônia, perda ou aumento de apetite, sono excessivo, fraqueza, falta de ar, sensação de estar doente…

EMOCIONAIS: sentimento de perda, desespero, raiva, apatia, culpa, vontade de morrer, desânimo, solidão, ansiedade...

 Assim como os adultos, vários sentimentos e emoções envolvem os pequenos em relação ao luto, vamos citar e explanar algumas delas para que o adulto possa “trabalhar” estas emoções com os pequenos.

TRISTEZA

Quando estamos tristes, principalmente se alguém que amamos morreu, temos vontade de chorar. Tudo bem! Chorar nos faz sentir melhor. Você não precisa esconder suas lágrimas.

A falta da pessoa faz com que muitas vezes você fique triste. Talvez até quando você estiver passeando ou brincando você veja algo que lembre aquela pessoa, às vezes são até boas lembranças, mas que trazem à sua mente tristeza.

Também é legal desenhar as coisas que fizeram juntos, conversar sobre a pessoa que morreu, lembrando dos momentos felizes vividos com ela.

Rezando para que Deus ajude você e que através dessa oração a pessoa possa ouvi-la.

DICA: Busque abraços quando estiver triste, abraços cura a tristeza. E se tiver vontade de chorar, chore!

 SOLIDÃO

Provavelmente você terá momentos de solidão, se sentirá sozinho(a), você poderá lembrar da pessoa que se foi ou de momentos que passou com ela, um carinho, um gesto que ela costumava fazer. Sua casa até pode parecer vazia e solitária.

E aí, o que é possível fazer quando se sentir sozinho (a)?

Você pode convidar alguém para brincar com você, talvez fazer uma visita a alguém que você conheça, um final de semana na casa de parentes.

DICA:  Procure as pessoas que são próximas a você, com certeza elas lhe darão um pouco mais de atenção e carinho.

 RAIVA

 Às vezes você pode sentir muita raiva. Não achar justo que aquela pessoa tenha morrido e isso pode deixar você zangado.        

Esse sentimento de raiva é aceitável, o que não pode acontecer é você machucar as pessoas com sua agressividade gritando ou até mesmo batendo.

O que fazer então para controlar a raiva?

Saia um pouco de casa, corra, pule, brinque até se sentir bem cansado. Assim você irá se acalmar e pensar realmente em tudo o que está lhe incomodando.

DICA:  Procure alguém para conversar, alguém que compreenda sua situação.

 MEDO

 Medo é algo que nos atrapalha muito, não é? Às vezes o mundo se torna ASSUSTADOR, e com a morte, então, pode surgir até o medo de que outra pessoa também possa morrer!!! Que você irá ficar sozinho!!! Ou mesmo você possa morrer!!!

Não tenha medo de sorrir, correr e brincar novamente.

Você provavelmente crescerá e viverá por muitos anos. E sempre terá pessoas ao seu lado que lhe amam e se importam com você.

DICA: Deixe que as pessoas que você ama saibam como você se sente, assim elas poderão lhe ajudar a se sentir mais seguro e confiante.

 CULPA

Esse sentimento é muito comum quando alguém que amamos morre. “Será que foi minha culpa??” Não, não foi sua culpa, você não fez nada para que isso acontecesse, você nunca desejou que essa pessoa morresse, NADA do que você fez te tornou tão “má” a ponto de você acreditar nisso.

Mesmo que você tenha respondido ou brigado com essa pessoa, não significa que você tenha provocado a morte dela.

Não há razão para você se culpar, ou até mesmo culpar alguém pelo que aconteceu, porque isso não vai fazer com que você se sinta melhor.

DICA: Traga a sua mente coisas boas que você fez a essa pessoa, troque uma imagem ou uma ação ruim por algo bom. Se mesmo assim esse sentimento ainda te incomodar peça perdão pelas suas atitudes, lembrando que a pessoa ainda mora no seu coração.

 

Para finalizar lembre-se: você pode ser feliz de novo. Não tem problema nenhum voltar a brincar e a sorrir, ou se divertir. É exatamente isso que a pessoa amada quer de você. Que você seja feliz, cresça, aprenda muitas coisas.

Quer que você viva uma vida cheia de fé, esperança e amor.

Isso é o que as pessoas que o amam e se importam com você também querem.

Dica de filme: Desenho animado “Divertida Mente”

Abraços e até a próxima semana,

Tia Cris

O que é alma????



                A morte significa a separação definitiva daqueles que amamos. a separação é uma experiência humana fundamental, dolorosa, muitas vezes ligada ao desconhecimento e ao temor.
                Quando as crianças começam a questionar sobre a morte, o morrer, e o além, são sinal de que estão buscando respostas específicas.
                Não é necessário que sejam respostas perfeitas, o importante é que a criança seja levada a sério, reaja às suas perguntas e estabeleça o diálogo. Perguntas concretas exigem respostas concretas, lembrando "ninguém é pequeno demais" para saber sobre a morte. É comum ouvir crianças perguntando:
O que vai acontecer agora?
Para onde ele vai?
Ela vai voltar?
Onde está?

                Estas e outras perguntas devem ser sanadas, caso você não saiba responder pergunte primeiramente o que a criança sabe sobre o assunto, o que ela imagina que aconteceu. Para, a partir do conhecimento da criança, sanar suas dúvidas, lembrando que "a verdade é o antídoto do medo". O terrível conhecido é muito melhor que o terrível desconhecido.
                Portanto, busque informações, comunique à criança que você neste momento não sabe o que responder, mas irá procurar a resposta, e não demore em retomar, é apenas um adiamento e não uma renúncia.
                Uma explicação que poderá ajudar muito a criança, é dizer que todas as coisas vivas nascem, crescem, desenvolvem-se e por fim, morrem. Você pode ver isso acontecer com a grama, as flores, as plantas.
                Às vezes as coisas vivem por muito tempo (como as árvores) às vezes por um tempo curto (como as flores).
                As pessoas morrem quando estão muito doentes, muito velhas, e às vezes por causa de um acidente.
                Pessoas morrem quando uma parte do corpo deixa de funcionar corretamente, nem mesmo os médicos entendem tudo sobre a morte. A morte é algo que acontece, e podemos ajudar uns aos outros a lidar melhor com ela.
                Quando as pessoas morrem sua alma vai ao encontro de Deus.

                Mas o que é a alma????

                O catecismo da Igreja católica (1703) cita que nós os seres humanos temos uma alma "espiritual e imortal". Desde que somos concebidos, somos destinados para a bem aventurança eterna. A alma é que faz sermos diferentes na nossa essência.
                A parte espiritual (ALMA) recebemos de Deus, a parte material, (CORPO), recebemos de nossos pais. A alma é espiritual, é pura, é a sede das virtudes mais elevadas, como a vontade e a prática do bem. A alma que torna o ser humano imagem e semelhança de Deus e, por isso é imortal enquanto o corpo é mortal. "Tu és pó e ao pó retornarás" Gênesis 3,19
                Com a morte ocorre a separação corpo/alma.
                Para os pequenos podemos dizer que temos este corpo: braços, pernas, pulmão, coração. O que acontece se algum de nossos órgãos não está bem? Tem que cuidar, ir ao médico. E se algum órgão estiver muito doente e os médicos já fizeram tudo o que podiam e não conseguem mais curar? Aí nosso corpo para de funcionar e a gente morre. Mas a nossa alma, não morre nunca, ela vai para bem juntinho de Deus. Lá Ele cuidará da gente, lá não terá mais dor, nem tristeza ou medo.
                Depois que a pessoa morre a alma vai para perto de Deus, nós não poderemos mais ver esta pessoa, somente senti-lo em nosso coração, pois dentro da gente as pessoas não morrem nunca.
                Lembre-se sempre de perguntar para a criança o que ela pensa e sabe sobre o assunto para partir do conhecimento que ela já tem. Também de respeitar a idade da criança, se não souber como falar e até onde deva falar, peça ajuda do Espírito Santo, Ele lhe conduzirá.

" Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá " João 11,25




Tanatologia: Como falar de morte com as crianças - 2

 

“Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.”

Lc 2, 29-32



Quando morre alguém muito próximo de nós, um parente querido, um amigo, ficamos com nossos sentimentos abalados, como os discípulos de Emaús, e a vontade que temos é de fugir, se distanciar e ficar em silêncio. Os discípulos não pensavam em outra coisa senão na morte e no fim de tudo. Para eles estava acabado, não existiam mais projetos. Eles não conseguiam ver esperança nem mesmo nas palavras que Jesus lhes havia dito anteriormente.

A morte tem este “poder” de trazer às pessoas sentimentos difusos e diferentes: tristeza, medo, insegurança, falta de estímulo e ânimo, entre outros. Entretanto por mais difícil e triste que seja, ela é para nós cristãos a certeza que encontraremos a alegria e a paz ao lado de Deus Pai.

Sabemos que este assunto é algo que nos amedronta, preferimos não discutir, não falar sobre o assunto, tendo a “falsa impressão” de que se não falarmos sobre isso, ela não alcançará a nós e nem àqueles que amamos.

Pensemos nas crianças. Parece-nos assustador tratar deste assunto com os pequenos, ou porque não sabemos como falar ou porque nos recusamos a dialogar sobre este assunto.

Você se lembra de quando era criança de ter ido a velórios? Como era? Busque na sua memória de infância a participação das crianças nos velórios.

Para alguns, a experiência pode ter sido traumática, mas para a maioria é algo que nos remete à diversão, euforia, curiosidade e até mesmo conforto. Calma, vou explicar:

Quando morre alguém da família da criança seus parentes, amiguinhos da escola, professora, dão mais atenção a ela, o que remete ao conforto, acalento, proteção.

A família não está preocupada com coisas habituais e rotineiras como: tomar banho, dormir, comer. Inclusive, comer é algo que mais se faz, trazendo sentimento de liberdade, diversão;

Sempre chega alguém (parentes e amigos) que não se vê há muito tempo e a expectativa da chegada causa certa euforia e alegria do reencontro.

Momento específico como o enterro acontece no decorrer do processo e para muitas crianças passa até por despercebido, ou indiferente, pois elas não conseguem compreender a realidade e ou consequência do mesmo, tanto que algumas crianças após alguns dias do velório perguntam para os adultos quando “a pessoa irá voltar”.

Para encerrar nosso texto hoje deixo aqui um pequeno exercício mental.

Imagine, ou tente se lembrar: como seria para você estar de luto na sua infância, adolescência e na vida adulta. Há alguma mudança de compreensão e aceitação?