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Vamos falar sobre o Corpo? (Parte VII) - Puberdade

Ainda falando sobre Eclesiastes 3, 1 
"Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu"






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Iacy Batista Garcia


Vamos falar sobre o Corpo? (Parte VI)

 Hoje vamos continuar falando sobre Eclesiastes 3, 1 
"Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu"


 


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Vamos falar sobre o corpo? Parte 5



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Iacy Batista Garcia


Criança, sexualidade e tempo



“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu” (Eclesiastes 3, 1)

Este é um dos meus trechos preferidos da Bíblia Sagrada. E, hoje, este texto veio à minha mente de uma forma especial, relembrando minha infância aos domingos, quando íamos almoçar na casa dos meus avós maternos. Chegávamos na casa deles após participarmos da missa da manhã. E a preparação do almoço não era rápida. Até, porque, o número de pessoas para comer passava de vinte. Mais de uma pessoa adulta preparava o almoço. E as crianças ficavam brincando.
Quando eu e outros primos, entre crianças e adolescentes, chegávamos na cozinha, praticamente gritando que já queríamos comer, mesmo antes do almoço ficar pronto, algum adulto que estava na equipe do almoço respondia: “O apressado como cru”. E tínhamos que esperar a comida ficar pronta. Como o “remédio” era esperar, voltávamos a brincar. E, quando o almoço ficava pronto, cada um tinha que esperar a sua vez de comer. Olha só como um dia de domingo na casa dos meus avós ensinava sobre o tempo para cada coisa...
Penso que somos tão imediatistas atualmente. Queremos tudo para agora. O outro tem que responder minha mensagem o mais rápido possível. Eu não quero gastar tempo conhecendo o outro: quero o outro agora de qualquer jeito. E o que nossas crianças têm aprendido com isso? Que o mais velho, o adulto tem que obedecer ao que ela diz, independente do que ela queira; se ela fizer birra, ela vai conseguir o que quer; a relação dela com o outro é somente de auto satisfação; a criança só precisa do outro para conseguir o que quer.
A sexualidade construída em um ambiente imediatista não ensina o amor doação. Ensina um jeito egoísta de ser. Há apenas um tempo: o meu tempo sem pensar no outro. E na adolescência e na vida adulta, as consequências serão de um corpo que não consegue funcionar da forma que deveria e uma alma com muita dificuldade para amar...
Hoje não tenho mais a casa dos meus avós para visitar. As famílias já não são tão numerosas por diversas razões e muitas crianças não terão a oportunidade de viver um almoço em família deste jeito. Na evangelização, entretanto, podemos criar situações que ajudem as crianças e, também, a nós adultos que há um tempo para cada coisa: hora para começar e terminar uma atividade, um rodízio entre crianças para alguma tarefa semanal, momento para falar, momento para ficar em silêncio e ouvir o outro.
Interessante como o nosso dia a dia interfere em nossa sexualidade, não é mesmo? E algo tão simples como ir à casa de minha avó para almoçar, muito me ensinou e ensinou a outros. E ninguém da família, naquela época, fez curso sobre sexualidade. Precisamos ver no que é simples algo importante. Saber que há um tempo para cada coisa e auxiliar crianças a entenderem isso, mesmo com as reclamações que elas possam fazer, é um jeito de ajudar na formação de uma sexualidade conforme o coração de Deus: um jeito de ser que leve ao amor doação. Não se esqueça de rever os outros posts.
Até a próxima. Paz e bem.

Iacy Batista Garcia









A complementariedade que leva ao amor


“Deus criou o homem a sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Gênesis 1,27)

Se homem e mulher foram criados à imagem de Deus, ambos são chamados ao amor, a uma amizade saudável um com o outro, em um aprendizado constante que exige renúncias e afasta o egoísmo.

O documento Sexualidade humana: verdade e significado apontam que “Feminilidade e masculinidade são dons complementares, pelo que a sexualidade humana é parte integrante da capacidade concreta de amor que Deus inscreveu no homem e na mulher” (n. 10). Ou seja, em suas formas diferentes de ser e amar, homens e mulheres se complementam. Desta forma, percebemos que o homem não é superior à mulher e a mulher não é superior ao homem.
Muitas vezes, trazemos em nossa história experiências que dificultam a visão dessa complementariedade. Por isso, é preciso deixar que Deus nos ame e nos cure. Há em nossa sociedade ideias contrárias à uma relação saudável de amizade e cooperação entre homens e mulheres que nos levam a pensar que um sexo é inferior a outro. tais ideias nos afastam da essência ao qual somos chamados a ser: “Deus, que é o amor e o arquétipo da comunhão, criou o ser humano ‘homem e mulher’ para que, em comunhão, fossem um retrato do Seu ser” (YOUCAT, n.64)
Discriminar o outro ou julgá-lo por ser homem ou por ser mulher é, portanto, contrário ao amor. Deus abraça homem e mulher em suas diferenças, esperando que em suas relações saudáveis de amizade se complementem para que sejam reflexo dEle.

Você pode promover uma roda de conversa com os adolescentes usando este pequeno texto. Leia e releia os outros posts sobre Afetividade e Sexualidade. Vivamos, pois, uma relação de amizade saudável entre nós. Até a próxima. Paz e bem.

Iacy Batista Garcia





Dinâmica: “Entregando minha história aos pés da cruz de Jesus”



IDADE: a partir de 11 anos.

CITAÇÃO BÍBLICA:

“Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (Filipenses 4, 6).


MATERIAL: Papel Kraft ou cartolina ou qualquer outro material que permita fazer um cartaz, lápis de cor, canetas hidrocores, imagens de revistas ou jornais, cola, tesoura. Uma mesa, formando um pequeno altar com o crucifixo, podendo acompanhar a imagem de Nossa Senhora.


COMO FAZER?

Ler a citação de Filipenses capítulo 4, versículo 6, seguida de uma pequena pregação.  Explicar o que é ação de graças, o que é súplica e que Jesus recebe tudo isso. Após a pregação, pedir para que cada adolescente desenhe, cole gravuras fazendo cartaz (cada um faz o seu) que represente sua família, aquelas pessoas que moram com eles. Deixem que retratem em cartazes da forma que quiserem.

O evangelizador ou evangelizadores produzirão seus próprios cartazes também. Dar o tempo possível para que todos façam seus cartazes. Quando todos acabarem de elaborar seus cartazes, os evangelizadores podem apresentar os seus primeiro. E, depois, perguntar quem vai querer apresentar também. Aqui, ressaltamos cuidado e zelo, de forma a evitar exposição desnecessária. Acolher em um abraço os que estiverem emocionados. É interessante perceber que os próprios adolescentes poderão se acolher neste momento com abraço ou com palavras de amizade e carinho. Pode acontecer naturalmente. Terminadas as apresentações, dizer que agora, cada cartaz será entregue para Jesus, lá na cruz. Cada um sairá do seu lugar, indo até a cruz, com uma música que reforce este momento de entrega a Jesus. Ao final, dizer que Jesus recebeu tudo isso, seguida de uma oração de agradecimento. Agradecer por termos uma história e por Jesus estar conosco, acolhendo esta história. Perguntar quem mais quer dizer alguma coisa sobre este momento. Encerrar com uma oração à Nossa Senhora.

Esta dinâmica, de forma geral, permite perceber que, de fato, temos sentimentos e temos uma história. E que os sentimentos são amorais, ou seja, não estão certos ou errados, mas fazem parte de nós e o que fazemos a partir deles pode ou não ser bom para nós e para os outros. Exemplo: “Tenho raiva do meu pai. Mas o que eu faço a partir da raiva? Eu me vingo? Ou eu assumo que estou com raiva e busco alguém de confiança para conversar?” É um exercício, também, para entregar a Jesus tudo o que vivo: aquilo que é ruim, mas aquilo também que é bom, como uma forma de agradecimento a Deus.

Em meio à dinâmica, os adolescentes podem identificar sua história no outro ou, ainda, perceberem a oportunidade de exercer a acolhida do outro que tem uma situação diferente. Não forçar a participação deste momento para quem não quiser confeccionar ou apresentar o cartaz. Mas, mantenha quem não quiser participar próximo a você ou a outro evangelizador durante a dinâmica. E motive, mesmo sem cartaz, que a pessoa apresente a sua história, sua família aos pés da cruz de Jesus, oferecendo ir com ele na amizade até a cruz. A dinâmica é uma forma de oração. E os adolescentes vão reconhecer na cruz de Cristo um lugar de entrega das alegrias e tristezas da vida.

O Papa Francisco, na exortação apostólica pós sinodal sobre a juventude Christus vivit (que quer dizer Cristo vive), traz o seguinte no número 83 que as pessoas mais jovens têm gravadas em sua alma as experiências e tristes recordações, frustrações que podem ser causados por discriminações e injustiças. Tudo isso pode levar os jovens a não se sentirem amados ou reconhecidos. Papa Francisco complementa que Jesus se faz presente nestas cruzes, oferecendo amizade, alívio e sua companhia que cura, trazendo paz ao coração.

No marcador “Conhecimento e aprofundamento” aqui do blog, você encontrará importantes apontamentos sobre luto e emoções. A leitura e reflexão postadas vão lhe auxiliar para preparação deste momento proposto aqui.

Leia e releia, também os outros posts: AQUI 

Deus abençoe até a próxima. Paz e bem.
Iacy Batista Garcia

 


Dinâmica: Retirando os entulhos para dar lugar ao que é bom


Idade:
a partir de 11 anos.

Citação bíblica: “Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos” (Filipenses 4, 8)

Material: Papel sulfite, lápis de cor, canetas hidrocores, canetas comuns. Uma mesa, formando um pequeno altar com o crucifixo, podendo acompanhar a imagem de Nossa Senhora e um cesto contendo papeizinhos com várias palavras, termos da Bíblia que se relacionem à citação bíblica.

Como fazer? Ler a citação de Filipenses capítulo 4, versículo 8, seguida de pequena pregação. Você pode usar o vídeo como uma forma de inspiração para este momento. A essência desta pregação é que, se por muitas vezes, nossos pensamentos estão muito confusos, fica difícil perceber aquilo de bom que ocupa ou deveria ocupar meu coração. Pedir para que os adolescentes escrevam ou desenhem aquilo o que os confunde, incomoda em uma folha sulfite. O evangelizador ou evangelizadores farão o mesmo. Dar o tempo possível para que todos façam seus cartazes. Quando todos acabarem, os evangelizadores podem apresentar o que fizeram. E, depois, perguntar quem vai querer apresentar também. Aqui, ressaltamos cuidado, zelo de forma a evitar exposição desnecessária. Dizer, agora, que cada folha será entregue para Jesus, como uma forma de oração, lá na cruz. É importante que cada pessoa saia do seu lugar e vá até a cruz, com uma música tranquila, que indique a importância deste momento. Retirar do cesto ao lado, um papel. Nestes cestos, estarão papéis com escritos com o que deve ocupar a mente, o coração que se deve prestar mais atenção e exercitar durante a semana. Para elaborar estes papéis, reze com a Bíblia e busque nela palavras e termos diversos para colocar nos papeizinhos. Ao final, dizer que Jesus recebeu o que foi apresentado aos pés da cruz. E que, agora, tem mais espaço no coração para pensar e viver o que está no papelzinho. Encerrar o momento com o agradecimento a Deus. Perguntar quem mais quer dizer alguma coisa sobre este momento. Encerrar com uma oração de Nossa Senhora.

Exemplo do que colocar nos papeizinhos: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade” (I Jo 3, 18)”. Gesto concreto: ajude alguém que precisa.

É importante incentivar os adolescentes a expressarem o que sentem, o que acontece com eles, sem forçar. Assim, vai se criando um ambiente de confiança, contribuindo para que sua afetividade e sexualidade vão se voltando para o amor. Momentos como este, propiciam cura interior. Em sua exortação apostólica pós-sinodal a respeito da juventude, Christus vivit (Cristo vive), o Papa Francisco aponta o seguinte, no número 83: “Nos jovens, encontramos também, gravados na alma, os golpes recebidos, os fracassos, as recordações tristes. [...] Jesus faz-Se presente nestas cruzes dos jovens, para lhes oferecer a sua amizade, o seu alívio, a sua companhia sanadora, e a Igreja quer ser instrumento d’Ele neste percurso ruma à cura interior e à paz do coração.”

Que o Espírito Santo venha em nosso auxílio. 
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Até a próxima.
Paz e bem.
Iacy Batista Garcia

Dinâmica: “O que eu gostei e o que eu não gostei, eu entrego pra Jesus.”

Idade: a partir de 6 anos.

Citação bíblica:

“Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (Filipenses 4, 6).

Material: Folhas de papel ou qualquer papel (um ou mais para cada criança), lápis de cor, canetas hidrocores. Uma mesa, formando um pequeno altar com o crucifixo, podendo acompanhar a imagem de Nossa Senhora.

Como fazer?

Você pode usar o vídeo como uma forma de inspiração para este momento. O importante é que você leia a citação de Filipenses capítulo 4, versículo 6, seguida de uma pequena pregação.  Explicar o que é ação de graças, o que é súplica e que Jesus recebe tudo isso. Após a pregação, pedir para que cada criança desenhe coisas que tenham acontecido com ela que não gostou (súplica) e coisas que ela tenha gostado (ação de graças). O evangelizador ou evangelizadores farão seus desenhos também. Dizer que o desenho vai ser, também, um jeito de rezar. Dar o tempo possível para que todos façam os desenhos. Quando as crianças acabarem, o evangelizador (os evangelizadores) pode (podem) mostrar seus desenhos e, depois, perguntar para as crianças quem vai querer falar sobre o seu. Aqui, ressaltamos cuidado e zelo, de forma a evitar exposição desnecessária. Dizer, agora, que cada desenho será entregue para Jesus, lá na cruz, para continuarmos a nossa oração, com uma música tranquila. Ao final, dizer que Jesus recebeu tudo isso, seguida de uma oração de agradecimento. Perguntar quem mais quer dizer alguma coisa sobre este momento. Encerrar com uma oração de Nossa Senhora.

É importante incentivar crianças a expressarem o que sentem, o que acontece com elas, sem forçar. Não somente para que possamos conhecê-las melhor, mas para que, principalmente, elas percebam que há ao menos um lugar onde podem se expressar e sentir o quanto são amadas por Deus. E, assim, contribuiremos para que tenham as feridas de sua alma curadas. Desta forma, elas vão percebendo que são amadas e que são capazes de amar.  Estarão, assim, com a afetividade e sexualidade mais pertinho do que Deus sonhou. Que o Espírito Santo venha em nosso auxílio.

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Paz e bem. Até a próxima.

Iacy

O que é mais importante: o corpo ou a alma?

“O que é mais importante: o corpo ou a alma?” Se você fizer esta pergunta, não só aos adolescentes, mas às outras pessoas, possivelmente a maioria vai responder que a alma é mais importante. Talvez, porque muitas vezes confundimos buscar Deus em primeiro lugar com renegar nosso corpo. Nosso corpo, entretanto, precisa ser considerado “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Cor 6, 19).

A Igreja nos ensina que corpo e alma têm a mesma importância. Na encíclica Deus caritas est, escrita por Bento XVI no ano de 2005, há um trecho que aponta o seguinte:

"O ser humano torna-se realmente ele mesmo quando o corpo e alma se encontram em íntima unidade [...] Se o ser humano aspira a ser somente espírito e deseja rejeitar a carne como uma herança apenas animalesca, o espírito e o corpo perdem, então a sua dignidade. E se ele, por outro lado, renega o espírito e consequentemente considera a matéria, o corpo, como realidade exclusiva, perde igualmente a sua grandeza."

Isto quer dizer que se desconsiderarmos um ou outro, corpo ou alma, estaremos reduzindo nosso valor enquanto filhos amados de Deus. Deus assim quis: que fôssemos corpo e alma.

Cultuar o corpo reduz o valor do ser humano, pois a alma é menos considerada ou, até mesmo, desconsiderada. Encarar o corpo como algo sujo, custoso, pesado, é reduzir o ser humano a algo, também, sujo, custoso, pesado. Ver o copo como moeda de troca, como uma mercadoria, como uma “coisa”, reduz o ser humano a um objeto que pode ser descartado a qualquer momento. Estas e outras visões deturpadas do corpo influenciam na forma como vivemos nossa sexualidade. Crianças e adolescentes são muito sensíveis a estas questões. E, como evangelizadores, podemos organizar atividades que auxiliem a uma visão mais amorosa e harmônica de corpo e alma e, por isso, uma sexualidade a caminho do amor. Mas, para isso, nós evangelizadores, precisamos pedir ao Espírito Santo que nos convença primeiro que corpo e alma têm a mesma importância. Vem, Santo Espírito, em nosso socorro.

Nas próximas postagens, traremos algumas sugestões de atividades sobre o assunto. O vídeo mostra uma forma de falar sobre corpo e alma, voltada, principalmente, para a idade a partir de dez anos. Um momento de partilha depois da leitura da palavra, leitura do trecho da encíclica, exposição do assunto é bem enriquecedor.  

                                 

Até a próxima semana, Deus abençoe. Paz e bem.

Amar de corpo e alma

Já vimos que amar é uma atitude de entrega, de doação. É nosso chamado enquanto filhos de Deus. O corpo e a alma devem expressar o amor. Mas o que é alma? O YOUCAT, n. 62, nos apresenta que “A alma é o que faz cada pessoa ser humana”; a alma é o que a pessoa traz no seu íntimo e que torna o ser humano único, inconfundível para Deus. “A alma humana é criada diretamente por Deus” (YOUCAT, n.63). Somos formados por corpo e alma. E, se assim somos formados, somos chamados a amar de corpo e alma.

O evangelho de Mateus, capítulo 22, versículos 34 a 40, mostra uma das situações em que Jesus foi colocado à prova por um doutor da Lei. O doutor da Lei perguntou para Jesus qual era o maior mandamento. Jesus relembrou o que está no livro de Deuteronômio, capítulo 6, versículo cinco: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma e de todo o seu espírito”. E Jesus aponta, ainda, o segundo maior mandamento, semelhante a este: “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). E acrescentou: “Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22, 40).

O amor é dom de si na comunhão e na amizade com Deus e com os outros. Primeiro com Deus. Minha amizade com Deus se dá na vida de oração, na leitura e reflexão da palavra de Deus, em uma vida cheia da inspiração do Espírito Santo. Se tenho uma boa amizade com Deus, terei uma boa amizade comigo e com o outro. Expresso o meu jeito de ser, meu jeito de amar conforme o que o Senhor gostaria que eu fizesse. Não porque o Senhor impõe assim, mas porque Ele sabe que vai me fazer bem e fazer bem ao outro também. O jeito que entendo o amor influencia em minha afetividade e sexualidade.

Marcas de amor atingem corpo e alma. Se amo, meu corpo percebe, o outro percebe. Marcas de violência atingem corpo e alma também. Quando estou triste, meu corpo expressa tristeza, por exemplo, pelas expressões no meu rosto, pela forma como eu ando. Quando estou contente, meu corpo pode expressar o contentamento pelo sorriso. Muitas vezes, não conseguimos expressar amor porque temos a alma machucada pelas experiências que passamos. E Deus tem o desejo de sarar os machucados de nossa alma, aquilo que, muitas vezes, chamamos “coração”. E a cura de nossa alma pode levar a cura de nosso corpo também. Mas vamos deixar este assunto para uma próxima vez. Por ora, vamos lembrar que somos chamados a amar de corpo e alma. Vem, Espírito Santo! Eu quero amar de corpo e alma.

Este texto pode proporcionar uma boa reflexão com adolescentes... Até a próxima semana. Paz e bem.


 


Crianças são capazes de amar

Por Iacy Batista Garcia

Diante das informações que a criança recebe, das experiências que ela tem, além de outros elementos que já carrega consigo, a criança vai construindo sua forma de agir no mundo. Por muitas vezes, ela é levada a acreditar que não é capaz de amar. Mas, como já apresentamos por aqui, fomos todos nós fomos criados para amar, já que somos imagem e semelhança de Deus.  O documento da Igreja Sexualidade Humana: verdade e significado, número 8, nos aponta: “O ser humano, enquanto imagem de Deus, é criado para amar”.

De forma bem resumida, podemos entender a afetividade como a capacidade que temos de demonstrar sentimentos, emoções a algo ou a alguém; reagimos de uma forma ou de outra em diferentes situações. E, aqui, pensemos na criança. A criança é muito sensível à realidade que a cerca. Por isso, devemos ter bastante cuidado com nossos pequeninos. O próprio Jesus já manifestava sua predileção pelas crianças. Ele já sabia da sensibilidade e da capacidade que elas têm de perceber e viver o amor de Deus. “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham” (Mateus 19, 14).

 O ambiente em que a criança vive muito pode interferir em sua forma de se relacionar com as coisas e pessoas, portanto na formação de sua afetividade e sexualidade ao longo da vida. Agressões físicas ou verbais constantes, experiências fortes com a violência de forma direta ou indireta, contato também constante com imagens impróprias à idade pode interferir de forma muito negativa no jeito da criança olhar para si mesma, para as coisas e para os outros. Da mesma forma, a criança cercada por amor, cuidados, limites bem estabelecidos, sabendo que há momentos de frustrações e alegrias na vida, alicerçada em um ambiente baseado na Palavra de Deus vão despertando na criança a sua verdadeira vocação: amar. E, se a criança sabe que é capaz de amar, ela vai caminhando em sua vida rumo à maturidade do amor, anunciando o amor de Deus.

 Nós como evangelizadores, educadores somos, sim, responsáveis por mostrar à criança que ela é amada e que é capaz de amar. “Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro” (I Jo 4, 19). Assim, contribuímos para a formação da afetividade e sexualidade de nossas crianças. Matheus, no vídeo, fala um pouco sobre amor. Ele entendeu que é capaz de amar... Veja o vídeo, releia os outros textos e reveja os vídeos que já postamos por aqui. Aguardamos, também, suas dúvidas e sugestões. Paz e bem. Até a próxima.




Dinâmica: “Deus me ama como sou”

Dinâmica: “Deus me ama como sou”
Idade: a partir de 11 anos.
Citações bíblicas:
“Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.” (Gênesis 2, 27)
“Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo.” (Isaías 43, 4)
Material: Envelope branco ou folha de papel sulfite para fazer um envelope, lápis de cor, canetas hidrocores, podendo utilizar material para colagem também.
Como fazer?
Ler a citação de Gênesis 2, 27, seguida de uma pequena pregação. Fica como sugestão a pequena pregação do vídeo. Após a pregação, pedir para que cada adolescente escreva seu nome em um envelope e o enfeite com cores, desenhos, símbolos, colagens que representem o que são, coisas que gostem, que se identificam. Pedir para que cada um apresente seu envelope. Dependendo do número de pessoas, divida-as em grupos para que todos tenham a oportunidade de expor o que fez. Isto é muito importante. Em seguida, ler a passagem de Isaías 43, 4, seguida de outra pequena pregação, que pode ser a do vídeo. Importante dizer que não há envelopes iguais porque cada um é de um jeito. E que cada um é muito amado por Deus do jeito que é. Cada envelope é o seu coração estilizado; a forma como você se expressa no mundo.

Dentro do envelope, coloque papéis com sentimentos; lembranças, o que vier ao longo dos dias. Quando houver a oportunidade de um outro encontro, fazer uma oração apresentando todos estes envelopes com sentimentos. Ninguém vai saber o que vai estar dentro dos envelopes. A não ser que você queira. Colocar diante do Santíssimo, da cruz, da imagem de Nossa Senhora, do altar do Senhor. Estes gestos reforçam que Deus espera que eu entregue tudo isso a Ele para que Ele possa cuidar; entrego, assim, o que está em meu coração e tudo o que sou. Colocar em um papel é uma forma de expressar o que está em mim. Nossa afetividade (capacidade de afetar a mim e aos outros) e nossa sexualidade (forma com que me expresso no mundo) serão, assim, entregues a Deus.
Outra sugestão: Faça, também, uma roda de conversa utilizando o texto “Sexualidade para o amor”. Está postado em “Afetividade e Sexualidade” aqui no Blog. Até a próxima. Paz e bem.

Iacy Batista Garcia

Dinâmica: "No coração de Deus"

Dinâmica: "No coração de Deus"
Idade: De 4 a 10 anos.
Citação bíblica: "Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti" (Isaías 43,4).
Material: Cartolina na cor amarela ou outro material na cor amarela, tira de papel branco, lápis de cor, canetas hidrocores, podendo utilizar material para colagem, também.
Como fazer?
Contar ou ler a citação de Isaías, seguida de pequena pregação (vídeo como sugestão).
Após a pregação, pedir para que, em uma tira de papel, cada criança escreva seu nome e o enfeite com cores, desenhos, símbolos que representem pessoas e coisas que elas gostem.


Ao final, encaixar o papel com o nome no coração. O coração pode ser colocado em um mural, dentro da Bíblia, pendurado na maçaneta da porta ou colocado em outro lugar a escolha da criança.


Crianças com menos de 4 anos: colocar um espelho ou material que reflita sua imagem no coração. Colocar pendurado no berço, na maçaneta da porta ou em outro local. E repetir a passagem de Isaías 43, 4, colocando o nome da criança, como forma de oração com frases pequenas.
Como já vimos, sexualidade é um modo de se expressar, de se manifestar, incluindo o corpo. O nome no coração de Deus é a sexualidade entregue a Ele. É o reconhecimento que, primeiro, Deus nos amou; segundo, que fomos criados para amar. Expressamos bem nossa sexualidade quando amamos.
"Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro" (I Jo 4, 19)
Leia ou releia os dois textos sobre "Afetividade e Sexualidade" já publicados aqui no blog:
Afetividade e sexualidade, por Iacy Batista Garcia

Paz e bem!
Até a próxima semana.

Iacy Batista Garcia

Refletindo um pouco sobre amor, por Iacy Batista Garcia


Na semana passada, vimos um pouco sobre a “sexualidade para o amor”: fomos criados para amar. O corpo e a alma devem expressar o amor doação. Vivenciar a caridade abre caminho para uma sexualidade saudável. Mas, afinal, o que é o amor?

O YOUCAT, n. 402, nos apresenta que o amor é a livre entrega do coração. E que quando amamos uma coisa seriamente, temos tanta vontade dela que saímos de nós mesmos e entregamo-nos a esta coisa. Cita o exemplo do músico que se entrega a sua obra-prima, a música. O YOUCAT nos aponta, ainda, que o amor pode estar presente na amizade. É muito bom ter amigos, não é mesmo?

A mais bela forma de amor deste mundo, segundo o YOUCAT, é o amor entre um homem e uma mulher, “no qual duas pessoas se entregam mutuamente para sempre. Esse amor humano é uma imagem do amor divino, o amor por excelência. O amor é o que Deus trino tem de mais íntimo. Em Deus, existe partilha constante e entrega perene. Quando o amor divino transborda, participamos no eterno amor de Deus. Quanto mais o ser humano ama, mais parecido fica com Deus” (YOUCAT, n. 402).

Iremos trazer uma reflexão mais específica sobre o matrimônio em um outro momento. Por ora, queremos trazer algumas conclusões gerais sobre o trecho citado: amar não é cobiçar, não é um desejo egoísta, não é “sufocar” o outro, não é uma imposição. Amar é uma entrega livre, algo que nos impulsiona a uma dedicação que nos faz crescer e que faz o outro crescer também; é uma escolha. E somos chamados a escolher o amor todos os dias. Pode parecer difícil, mas com a graça de Deus vamos dando pequenos passos ao longo da vida, alcançando a maturidade em amar. “No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor. Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro” (I Jo 4, 18 e 19).

Pensemos sobre o amor de Deus por nós e no modo como temos vivido: temos amado? Que o Espírito Santo venha em nosso auxílio, para que amemos da maneira que somos chamados. Nossa Senhora, Mãezinha do Céu, Mãe de Amor, interceda por nós junto ao seu Filho Jesus, porque queremos amar mais.

Sugestão de leitura: YOUCAT; é o Catecismo da Igreja Católica para jovens e adolescentes, em forma de perguntas e respostas. Ele está dividido em quatro partes: “Em que Cremos”, “Como Celebramos”, “A vida em Cristo” e “Como devemos Orar”. Foi aprovado pela Congregação para a Doutrina da Fé. Em www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/letters/2011/documents/hf_ben-xvi_let_20110202_youcat.html, você encontra o prefácio do YOUCAT escrito por Bento XVI, papa na época da publicação. Você poderá encontrar a obra completa em livrarias.

Sexualidade para o amor, por Iacy Batista Garcia

Em nosso primeiro vídeo sobre afetividade e sexualidade, apresentamos um conceito sobre sexualidade: a forma como nos apresentamos ao mundo, enquanto homens e mulheres, considerando todas as dimensões que fazem parte do ser humano (física, social, intelectual, emocional, espiritual).

A Bíblia Sagrada, no primeiro capítulo de Gênesis, versículo 27 nos apresenta o seguinte: "Deus criou o homem a sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher”. Se somos criados à imagem de Deus, fomos criados, então, para amar, pois Deus é amor, como nos é apontado na primeira carta de João, capítulo 4. Certa vez, ouvi alguém dizer: "Filho de peixe, peixinho é. Filho de amor, amorzinho é!". Somos o amorzinho de Deus...

Nós temos dificuldade para amar, não é mesmo? Mas amar é nosso chamado. Há um documento da Igreja, Sexualidade humana, verdade e significado, que nos apresenta o seguinte no número 6: "Enquanto modalidade de se relacionar e se abrir aos outros, a sexualidade tem como fim intrínseco o amor, mais precisamente o amor como doação e acolhimento, como dar e receber.". E o que isto quer dizer? Que o nosso jeito de ser deve estar voltado ao amor. O meu corpo e a minha alma devem expressar amor. E é o amor doação que nos afasta do egoísmo. Buscando a caridade, entenderemos o que é viver nossa sexualidade de maneira saudável, não como um fardo. Desta forma é que seremos felizes: amando.

Vamos pedir a nossa Mãezinha do Céu que interceda por nós junto a Jesus, para que possamos entender que fomos criados para amar e, assim, buscar amar. Até a próxima semana! Paz e bem.

Sugestão de leitura: Sexualidade Humana: verdade e significado. Orientações educativas em família. Você poderá encontrá-lo em www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_08121995_human-sexuality_po.html.

Este documento faz parte do antigo Conselho Pontifício para Família, hoje Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. É um documento dos ano
s 1990.

Há atualizações importantes em Amoris laetitia, uma belíssima exortação apostólica do ano de 2016. Está disponível
 em   http://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html