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AVÓS: os estraga netos?

CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 19 )

 



O comportamento

Não há dúvidas que os avós amam os netos. A encrenca começa quando tentam fazer mais do que demonstrar seu amor.

Alguns avós criticam a maneira pela qual os pais estão educando os filhos e dizem: “Não foi assim que educamos você e deu certo”.

Eles entopem seus filhos de guloseimas e compram tudo que pedem. Você passa os dias ensinando aos filhos o que é certo e errado, mostrando as consequências dos seus atos, tentando passar a eles coerência nas escolhas, para que os avós destruam todo programa educacional num simples fim de semana de noitadas de diversidade de doces e diversões.

Não que isso não seja surpreendente, basta juntar quaisquer três gerações e haverá conflito suficiente para manter ocupada uma equipe de psicanalistas.

 

Por que acontece

Os avós têm prazer nisso, e só. Favorecem seus netos preferidos sem medir as consequências.

E por ter educado você “tão bem”, julgam ser especialistas no assunto e deveriam ser capazes de ensinar a você a como educar seus filhos.

 

O que fazer

Voltemos um pouco. Seus filhos desejam e merecem ter um relacionamento com os avós. Você tem que se conscientizar: a relação é deles. Eles são capazes de cuidar de tudo (ou quase tudo) sem a sua eterna proteção. Na verdade, os netos podem entender mais, deixar passar mais, perdoar mais os avós que os próprios pais.

- se a interferência dos avós é desgastante demais, veja-os com menos frequência. Passe o tempo com outras pessoas, assim o efeito dos avós sobre seus filhos será minimizado.

- Examine bem as razões. Observe se não está sendo excessivamente crítico em relação a seus pais. Pode ser que esteja disputando o jogo do poder, e arrastando seus filhos para eles.

- às vezes você pode aprender com uma abordagem diferente. Além disso, avós amorosos quase sempre enriquecem a vida da criança.

- se seus pais são abertos ao diálogo você poderia conversar com eles sobre o assunto.

- ATENÇÃO – fique atentos ao passar pros seus pais suas teorias de educação infantil não os ofenda, pois, eles se esforçaram muito quando educaram você.

 

Reflexão

Recorremos ao apóstolo Paulo para nossa reflexão. “Mas se uma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam, primeiro, a praticar a piedade para com seus próprios familiares e, portanto, aprendam a retribuir aos pais o que deles receberam. Isto é agradável a Deus”. (1Tim 5,4).

Aprendamos também com os avós de Jesus Joaquim e Ana, conhecemos a árvore pelos frutos. A vida de oração de  Maria, a forma como maduramente, embora sendo jovem, responde ao anjo, o canto do MAGNIFICAT (Lc 1, 1-55)  são demonstrações de como foi preparada por seus pais para assumir a missão de ser mãe do redentor ... 

 

Irmãos, concluímos aqui nossa jornada de reflexão proposta pelo livro “CONVERSA DE PAI E MÃE”.  Autor Stanley Shapiro e Karen Skinulis. Ed. Paulinas. 


Espero ter contribuído com uma nova visão na relação entre os familiares, numa compreensão das realidades que envolvem o comportamento e busca de soluções na formação dos filhos.


Deus os abençoe! Próxima semana vou usar artigos de autores que também abordam estes temas do comportamento e vivência familiar. Inclusive se você tiver algum artigo interessante envie pra que possamos compartilhar.
 

Qualquer dúvida ou sugestão envie para nosso e-mail: dominuspuer@gmail.com

Paulo Martins



OS INSACIÁVEIS – “Só mais uma tigelinha! Eu juro!

Ilustração: Barbara Mello

CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 18 )

Comportamento

A maioria dos pais tem trabalho para fazer seus filhos comerem, mas alguns enfrentam o problema oposto: a criança que come (e come e come) até o ponto de ficar com evidente excesso de peso. Não estamos falando de crianças com problemas hormonais, que devem ser tratados pelo endocrinologista; nos referimos às crianças que se empanturram de bobagens. É como se o alerta de “lotado” não estivesse funcionando, só param quando os pais intervêm.

As outras crianças – com sua incontida tendência à crueldade – caçoam impiedosamente destas crianças com excesso de peso. Essa criança pode tornar-se retraída, com autoestima aniquilada.

E  podem desencadear um círculo vicioso.

Porque acontece

Pergunte a você mesmo: “Por que meu filho está gordo?”

Uma criança com tendência natural a engordar talvez se desespere por nunca alcançar a meta da família, revoltando-se e comendo ainda mais. Há crianças mimadas, os pais não querendo dizer, deixam de impor limites à gula do filho ou simplesmente permitem que ele tenha tudo o que deseja.

Sua  estratégia

- Antes de mais nada, fale com um especialista em nutrição para orientar um plano de alimentação.

- Não coloque em destaque a necessidade de perder peso. Faça seu filho entender qual importância da alimentação balanceada e moderada para a saúde.

- Como todo adulto que tentou perder peso sabe, MOTIVAÇÃO é a chave para o cumprimento de uma dieta. Se a criança não for motivada desde o início o plano todo  se perde.

- Depois de convencer seu filho, tome consciência de que você é um exemplo para seus filhos. Dê uma  olhada, boa e severa, em sua própria dieta e no que você mantém na despensa.

- Convença-se que não é tarefa sua fazer seu filho feliz o tempo todo. Existem muitos “nãos” na vida com os quais as pessoas mimadas têm dificuldade de lidar.

- Sabemos que exercício físico é tão importante quanto o controle do consumo alimentar. Isso vale para a família inteira.

- Não tente controlar o programa alimentar de seu filho. Ele tem de assumir a responsabilidade ou nada irá funcionar.

- Não teça comentários negativos sobre o peso de seu filho. Comentário como: “Você ainda está bem gordinho”. Ou “Deveria se esforçar mais...”, somente irão fazê-lo sentir-se mal e procurar consolo na comida.

Reflexão

São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (cf. Fl 3,19), isto é, o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc… Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.

Peçamos ao Santo Espírito que nos ajude a combater este mal e peçamos a virtude do equilíbrio, para o  que convém. A disciplina do Espírito Santo nos ensina a dizer “Quero, mas não posso!”.

Deus abençoe sua semana!

Na semana que vem, fechando este ciclo de reflexões trabalharemos o tema: AVÓS, os estraga netos?

Se você tiver sugestão para algum tema que possamos refletir, envie para nosso e-mail dominuspuer@gmail.com


 

 

O VALENTÃO - O terror da escola

CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 17)

O comportamento 

O valentão é o tipo de criança que adora intimidar as outras, sobretudo as menores.

Ele é muitas vezes violento e pode extorquir dinheiro ou arrasar o lazer de outras crianças simplesmente por ser desmancha-prazeres. O seu alvo preferido são os irmãos mais novos e os mais indefesos na escola.

 

Por que acontece

Crianças provocadoras frequentemente se sentem subjugadas ou desprezadas. Para compensar, aprendem como parecer poderosos observando os adultos, principalmente seus pais. Os pais “poderosos”, que estão sempre gritando e comandando a família, são modelos perfeitos para o valentão.

 

Medidas práticas

- Não siga o impulso natural de devolver agressão, perpetuando um círculo vicioso. Talvez tenha sido o início de tudo... Para ajudar seu filho (a) a mudar de comportamento, pode ser que você precise mudar sua maneira de agir. Pare de gritar, impondo ordens. fale com voz branda e calma.

- É da maior importância ensinar para a criança briguenta a compaixão por outras pessoas.

- Divida poderes da família com ele. Solicite opiniões e ideias.  Pois geralmente estas crianças tem aptidão para liderança, é preciso usar tudo isso para o bem.

- Conte histórias de crianças que  foram vítimas de violência – não como lição, mas como reflexão. Faça lhe perguntas como “O que você pensa que uma criança sente quando é empurrada do balanço?”

- Em casa estabeleça regras como: não contar piadas sujas ou racistas; não aborrecer pessoas em público; não ferir, não gritar; não roubar.

- Seja afetuoso. Convença-o de que você acredita na sua capacidade de mudança. Quando notar alguma melhora, faça comentário positivo e respeitoso. Tenha paciência. Esse problema leva tempo para ser resolvido.

- Logicamente seu filho não pode brincar com outras crianças sem ser “monitorado” seus ímpetos agressivos. Para isso, ficar isolado em casa, brincar sozinho podem ser medidas eficientes.

- Se quebrar ou atirar objetos alheios deve indenizar o dono com seu próprio dinheiro.

- Mas ATENÇÃO. Crianças violentas podem tornar-se perigosas, em especial para os irmãos mais novos. Se a situação começar a fugir do controle, procure ajuda de profissional especializado.

 

Reflexão

Retomemos algo dito logo no início de nossa conversa quando comentamos que crianças provocadoras aprendem como parecer poderosos observando os adultos, principalmente seus pais. É preciso estar atento a como nos relacionamos em casa e na frente de nossos filhos. A vida familiar é um eterno aprendizado tanto para os pais e principalmente para os filhos. Tomo aqui o texto de Eclesiástico que diz “Ensina teu filho e ocupa-te com ele, para que não venhas a sofrer com a sua depravação”. (Eclo 30,27). Hoje, em nossos tempos parece que correção, ser exemplo, parece que saiu de “moda”. As crianças fazem o que quer, estão sem limites. Daí a recomendação do texto “Ensina teu filho...” Peça ao Espírito Santo inspiração e direção para agir nesse momento. Abre o seu coração de pai e mãe para Deus, permita que você seja curado primeiro, a partir de sua mudança principalmente no linguajar, seu filho também aprenderá novas posturas.

 

Na próxima semana refletiremos sobre OS INSACIÁVEIS – “Só mais uma tijelinha! Eu juro!


Deus abençoe sua semana.



O TÍMIDO – o escudo da passividade

CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 16 )



O Comportamento

Alguns de nós temos a dolorosa lembrança de ter sido socialmente desajustado quando criança. Por isso, corta o coração ver crianças sós, mirando o chão, enquanto uma animada festa de aniversário está acontecendo em sua volta. Crianças tímidas têm dificuldade para fazer amigos.

Por que acontece?

Crianças tímidas se comparam constantemente a outras e ficam em pânico mortal ao cometer um erro. Sua timidez pode ser intensificada se têm irmão (ã) que é um sucesso social, com o qual sentem não conseguir competir.

O que fazer

Como transformar um botão em uma rosa esplendorosa?

- Dê a seu filho dicas de como ser sociável. Faça jogos de dramatização para que ele aprenda como quebrar o gelo de outras crianças.

- Mostre a ele como entrar em um grupo desconhecido quando deseja brincar com outras crianças. Em geral, tudo de que ele precisa é integrar-se lentamente ao jogo, em seu próprio ritmo.

- Fortaleça-o. Para crianças tímidas, falta a coragem de enfrentar a rejeição.

Deixe seu filho aprender  com você. Ele provavelmente é muito observador (característica própria do tímido), permita observar você interagindo socialmente.

- Não insista com seu filho para fazer o que não deseja.

- não deixe que seu filho se retraia. Garanta que ele adquira desenvoltura social pela convivência com grupos: matricule-o na escola, grupos de escoteiros, e clubes de lazer com áreas que demonstre prazer como natação – judô, e outros. Quanto mais praticar, maior será seu desempenho social.

- CUIDADO! Não exagere no investimento social! Essas crianças gostam e precisam de tempo para si mesmas.

- Não force seu filho a ser amigos de todos. O tímido faz poucos amigos, mas são de extrema confiança.

Reflexão

Importante saber que timidez não é um mal em si. As pessoas de temperamento mais reservado têm valores que, se trabalhados e valorizados serão excelentes profissionais, pessoas de alto grau de confiabilidade em tarefas que exigem sigilo. São excelentes confidentes.

Importante lembrar aqui um personagem bíblico que era muito tímido e mesmo assim desempenhou uma missão de profeta. Estamos falando do profeta Jeremias. O Senhor o chama para uma missão, mas ele retruca dizendo “Ah! Senhor Deus, não sei nem falar, sou apenas uma criança!” Esta forma de dizer de si mesmo demonstra sua insegurança e timidez, mas o que o Senhor faz? Deixa- o de lado devido a sua timidez e senso de incapacidade? Não! O Senhor olha além, ele olha a potencialidade e lhe dá capacidade para realizar a missão. O Senhor diz a Jeremias “Não digas: sou uma criança, pois, a quantos eu te mandar profetizar tu dirás....O Senhor tocou minha boca e diz : Eu ponho minhas palavras em sua boca...” (Jr 1,1-9).

Portanto, tenhamos como o Senhor um olhar que enxerga além das aparências e passemos a perceber as potencialidades por trás de cada criança.

Deus abençoe sua semana. Reflita um pouco mais tomando o texto citado, você vai descobrir que tem um pouco do profeta dentro de ti.


Na semana que vem conversaremos sobre o tema – O VALENTÃO - O terror da escola

Paulo Martins



O MEDO DE ERRAR. “Não posso... vou cair... não vou conseguir...”

 

CONVERSA DE PAI E MÃE     (TEXTO 15 )

Comportamento

Uma coisa é ter um filho que gosta de proezas perigosas, como pular de telhados e muros. Outra é ter um filho que se recusa, pelo medo de falhar, a brincar em um escorregador de pouco mais de um metro. Algumas crianças não querem tentar nada novo. Tudo assusta – desde aprender a escrever até a andar de bicicleta – pelo perigo ou pela nítida possibilidade de errar. Elas desistem na primeira vez em que algo não dá certo. Quando isso acontece, geralmente ficam envergonhadas. Não se divertem muito e não são muito agradáveis.

Por que acontece?

Simplesmente porque essas crianças se comparam a outras e se sentem incompetentes diante delas, isso, por falta de reforço positivo. Querem ficar sozinhas, achando que assim “nenhum risco” e “nenhum erro” podem ocorrer.

Algumas crianças não tentam apenas porque não suportam o segundo lugar. São muito rígidas consigo mesmas e muito preocupadas com o que os outros pensam delas. O perfeccionista tem de conseguir as coisas logo da primeira vez, não entendendo que a perfeição vem com o tempo.

O que fazer ?

- Alimente a confiança de seu filho providenciando muito treinamento antes da tentativa real. Comece por atividades que não sejam difíceis demais e aumente o grau de dificuldade devagar.

- Baseie seus comentários nos esforços que seu filho está fazendo e não na qualidade dos resultados. Se você o corrigir demais, ele entenderá como prova de incompetência.

- Reforce dizendo: “não desista”. “Ainda que você pense que jamais conseguirá, eu sei que vai conseguir e não vou deixar de apoiá-lo.”

- Diga ainda: “Você realmente progrediu muito. Na semana passada, não conseguia fazer isso. Agora pode”.

- Não lance seu filho em situações difíceis.

- Não compare seu filho com outras crianças.

- Não seja excessivamente crítico. Evite comentários como: “Você poderia fazer melhor”, ou “Sua irmã de três anos pode fazer melhor do que você”.

Meditação

Geralmente nos vemos em nossos filhos ou gostaríamos que eles fossem iguais a nós. Se sou um adulto tímido e fechado desejo que o meu filho não sofra quieto como eu. Se sou extrovertido e determinado, quero que meu filho supere logo esta vergonha e por isso expomos ele de forma indevida naquilo que ainda não é capaz de executar. Como filho não vem com “manual de instruções”, não sabemos como agir. Comecemos por nós, adultos. Deixemo-nos ser curados em marcas vivenciadas de forma negativa, quer por que nos trataram mau, não entenderam minhas necessidades, não me amaram como eu precisava. Nos lembramos de como nossos pais nos tratavam... e percebemos que reproduzimos as mesmas atitudes. Deixa Deus curar, passar por sua vida, experimente o amor de Deus por você. Será na medida de sua experiência do cuidado e carinho  de Deus por você que aí sim você também será capaz de amar seu filho do jeito que ele é com suas potencialidades.

Sugiro que você medite com essa música de Padre Jonas Abib “A FONTE” acesse o link e deixe que a cura aconteça em seu coração. ( https://youtu.be/Rxf1cjT4BmQ)

Deus abençoe sua semana!

Na próxima semana refletiremos  sobre O TÍMIDO – o escudo da passividade

MEDOS FANTASIOSOS - “O monstro que mora debaixo da cama.”

CONVERSA DE PAI E MÃE     (TEXTO 14 )

 O Comportamento

 Durante o dia, o excesso de imaginação pode fazer uma criança a acreditar que sim, existe um monstro que vive debaixo da cama. Uma imaginação fértil  pode impedir que uma criança normal e bem ajustada durma à noite ou pode desencadear uma suadeira no meio da madrugada.

Por que acontece

Medos fantasiosos são o preço por uma imaginação muito ativa. Eles podem transformar uma sombra na parede em algo suficientemente horripilante.

Outra razão para esses medos pode ser pela compreensível restrição de seu conhecimento de mundo: tudo que imaginam entendem como real.

É preciso ter claro que medo nem sempre é ruim, pois ensinam a ter cautela. Mas muitos medos infantis são determinados pela fantasia. É surpreendente, de fato, como as crianças podem ficar atemorizadas com figuras esboçadas pela imaginação.

O que fazer

- Quando as crianças demonstrarem temores desse tipo, o mais importante é reagir sem exageros. Seja realista. Tranquilize-o. Não menospreze seus medos.

-Proponha soluções estimulantes com frases como: “Vamos pensar  em como resolver esse problema ...” Induza-os a busca de soluções e coloque em prática.

- Expondo suas ideias, as crianças aprendem que sempre existe uma solução e que conseguem ter algum controle sobre suas vidas e seus medos.

- Se seu filho se sentir mais tranquilo para dormir com a luz de uma lâmpada fraca, providencie isso.

- Mas fique atento! Se seu filho perceber que consegue alguma atenção com o medo, chamará você de cinco em cinco minutos.

- Seja cuidadoso  com o que as crianças assistem na TV. Elas talvez tenham dificuldades para lidar com certas cenas impróprias pra sua idade como por exemplo filmes de terror.

- selecione programas adequados à idade.

- seja discreto em conversar com outras pessoas sobre noticias de violência, crimes... Crianças captam mais do que você pensa. E isso pode gerar medos obsessivos.

- Não enfatize demais aspectos suspeitos de alguma pessoa na rua.

- Não o faça enfrentar situações que o atemorize, a tentativa de superar o medo pode falhar acentuando ainda mais o bloqueio.

Meditação

Os discípulos de Jesus (Mt 14,22-33) também sentiram medo quando estavam atravessando o mar da Galileia em uma noite muito escura devido as ondas agitadas acharam que viram um fantasma, mas era Jesus que vinha ao encontro deles. O medo sempre nos faz “ver” o que imaginamos ser e não a realidade. Jesus é aquele que vem em nosso encontro e acalma todos os agitos interiores.  Medite este texto com seu filho peça pra ele desenhar o que acontece no texto e destaque a ação cuidadora de Jesus dando confiança e segurança aos seus discípulos.

 Deus abençoe sua semana!

Semana que vem, vamos refletir sobre:

O MEDO DE ERRAR. Não posso... vou cair...não vou conseguir...


QUARTO BAGUNÇADO- Cuidado, zona de perigo!

CONVERSA DE PAI E MÃE     (TEXTO 13 )

O Comportamento

É impressionante ver o que pode ser feito apenas com alguns caroços de maçã, as roupas sujas da semana e uma caixa aberta de peças de montar. Uma minúscula porcentagem de crianças é ordeira por natureza; a imensa maioria vê o chão de seu quarto como um depósito para tudo que possuem

Por que acontece

Ao contrário das pessoas compulsivamente ordeiras, que têm horror à bagunça, algumas encontram certa forma de paz, e até de prazer, em um quarto em desordem. Afinal grandes projetos são idealizados em mesas incrivelmente confusas.

Sua reação

Para muitos pais, um quarto em desordem é um sinal assustador. Têm medo que seus filhos tornem-se adultos desorganizados  ou desestimulados, que não consigam encontrar as próprias meias ou que abandonem um trabalho após o outro. Outros entendem a bagunça com forma de respeito, sentem-se ofendidos só em vê-la “Ele está vivendo um quarto na minha casa e tem de seguir os meus padrões.”

O que tentar primeiro

- Recuse-se a entrar num quarto bagunçado. Avise as crianças que, enquanto a bagunça permanecer, você não entrará ali. E isto implica sem histórias de dormir e nem beijo de boa noite. Isso é cruel, porém eficiente.

- Impressione seu filho pelo exemplo. Se você fizer um estardalhaço pela bagunça do quarto deles, é bom se preparar pra apresentar seu próprio quarto impecável.

- Se a desordem estiver imensa, ofereça ajuda, mas evite frases padronizadas: “Como vocês viver assim? Parece que passou um furacão por aqui....”

- Tenha certeza de que existam prateleiras ou lugares suficientes que ofereçam condições físicas mínimas de organização.

- Disponha a cama de modo que seja arrumada com facilidade, evite colchas de difícil

 Arranjo.

- Alguns pais não deixam levar seus amigos para o quarto que está em desordem. Isto é um erro. As crianças geralmente valorizam o que seus amigos pensam: se um colega lhes diz que o quarto está um chiqueiro, a mensagem tem mais força que sua “ladainha”.

- Crianças podem ficar oprimidas pela obrigatoriedade de arrumar um quarto em desordem. Para familiarizá-las faça junto e mostre-lhes as vantagens de um quarto em ordem.

 Reflexão

 É importante estarmos atento tanto às crianças bagunceiras quanto às compulsivamente ordeiras. Ambas podem estar num extremo perigoso. O compulsivo pode estar “copiando” modelos existentes para agradar e ser reconhecido pelos pais. A criança fica “engessada” com medo de represálias e não é livre. Enquanto crianças desordeiras pensam que sempre terá alguém que irá arrumar suas bagunças. O ponto de equilíbrio aqui, está em nós mesmos. A forma como lidamos conosco será a forma como lidamos com nossos filhos. Como vou cobrar algo que não vivo?

Rezemos a Nossa Senhora do Equilíbrio “Concedei-nos o equilíbrio na consciência, na vontade e na liberdade. Concedei-nos o equilíbrio físico, mental e espiritual...”

Nossa Senhora do equilíbrio, Rogai por nós!

Próxima semana abordaremos o quadro “Encarando o medo e a timidez” com o tema – MEDOS FANTASIOSOS - “O monstro que mora debaixo da cama.”

 


Hábitos: “PROBLEMAS COM O USO DO BANHEIRO – Estou sentindo um cheirinho estranho por aqui...”


CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 12)

Comportamento

Usar as calças como banheiro... isso também é mau hábito?

Seu filho de repente passa a exalar um odor um pouco desagradável...Pior: há crianças que fazem isso em lugares estranhos. A escolha do local pode ser um processo bastante criativo, como quando os meninos encontram prazer em fazer xixi embaixo das escadas...e põe a culpa no cachorro...

Seu filho sabe como se aliviar sozinho, mas por algum motivo, não o faz no local apropriado.

 

Por que acontece

Basicamente, fazer as necessidades em local inadequado é uma forma de rebelião.

A primeira atitude é rebelião contra os pais, a outra, rebelião é contra as obrigações da vida.

Comumente se ouve “Não quero deixar de brincar para ir ao banheiro”. Isso acontece também quando se está “anestesiado” pelo programa de tv favorito. Minha filha costuma dizer que muito tempo na frente da tv deixa a criança “burra”, tonta. Elas ficam tão hipnotizadas que geralmente “escapa” o xixi, ou vão desesperadas para o banheiro.

 

Sua reação

Você começa a tremer quando seu filho está se tornando impopular entre os amigos...

Para os pais isso não é apenas desagradável, mas constrangedor...

 

Medidas práticas

 - Monte um kit para acidentes. Diga a ele: “Acidentes podem acontecer. Vou mostrar como você pode se limpar.” O kit pode conter um saco plástico para as calças sujas, um pacote de lenços umedecidos, sabonete, toalha e uma muda de roupa limpa.

- Explique-lhe as consequências de não se limpar adequadamente. Peça que espere no banheiro até que esteja pronto para a limpeza. Deixe alguns brinquedos lá para essa ocasião.

- Diga a seu filho que o ama e encoraje-o com comentários sobre sua crença na capacidade dele em superar essa fase.

- Não exagere. Se você tentar obrigar seu filho ao uso do banheiro, desencadeará um jogo pelo poder.

- Lembre-se que esse comportamento pode ser acidental ou circunstancial (ciúmes pelo nascimento do irmãozinho por exemplo).

- Nunca recompense seu filho com presentes ou dinheiro pelo sucesso de fazer a coisa certa. Amanhã ele poderá voltar a fazer para ser recompensado.

 

Meditação

As crianças precisam sempre ser amadas. Toda forma ostensiva e repressiva de correção desencadeia traumas e bloqueios. Que essa estrofe da canção “A Fonte” de Pe. Jonas Abib nos ajude a orar com nossos filhos: “Dentro de mim há uma fonte. Uma fonte de amor. Dentro de mim há uma ponte para o irmão, para o Senhor. Posso perdoar quem me feriu, até o levantar se ele caiu... Eu tenho paz...Pra perdoar... Eu tenho amor para te dar...” 

Lembre-se dentro de você há uma fonte que pode perdoar, pode amar. Essa fonte é Jesus! Deixe-se conduzir por essa fonte!


Na próxima semana trataremos do tema: QUARTO BAGUNÇADO - Cuidado, zona de perigo!

 Leia as outras postagens AQUI.





MAUS HÁBITOS – “Você está limpando o salão para o baile”


CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 11)



O Comportamento

Chupar dedo, roer unhas, enfiar o dedo no nariz, mastigar cabelos, coçar-se sem parar – não são hábitos que mereçam estímulo. Depois de adquiridos, é muito difícil eliminá-los.

Por que acontece

As crianças começam a desenvolver esses maus hábitos por razões muito naturais: chupar o dedo pode ser calmante, roer unhas pode aliviar a tensão e aquilo emperrado no nariz tem de sair de qualquer jeito.
Muitas dessas ações não são, necessariamente, para agredir ou ridicularizar os pais, a menos que estes não sejam hábeis para lidar com a questão. E se isso não for cuidado vai para a fase adulta...

Sua reação

Você sabe bem a impressão que provoca um adulto que anda por aí cutucando o nariz ou roendo as unhas na frente dos outros...
Alguns maus hábitos podem deixá-lo irritado, mas outros o deixam verdadeiramente enojado.

O que fazer

 - Não importa o quão reprovável seja o mau hábito de seu filho, reaja com tranquilidade. Fazer alarde em torno do fato somente reforçará o comportamento.
- Dê a ele boas razões para parar: diga por exemplo que chupar o dedo não é legal porque: não é bonito de se ver, pode prejudicar o alinhamento dos dentes e também pode pegar alguma bactéria pois põe a mão no chão por exemplo e depois leva à boca.
- não se exceda nas repreensões como por exemplo comparando a um bebezinho.
- atividades como lazer em grupo e até mesmo o período escolar pode ajudar a “esquecer” o mau hábito por vergonha dos colegas.
- você pode usar algumas alternativas para ocupar as mãos das crianças como brinquedos que possa entretê-las o que impedirá temporariamente de roer unhas ou de enfiar o dedo no nariz.

Reflexão

«Tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (Filipenses 4, 8).

    Para S.  Tomás de Aquino, o hábito é uma disposição pelo qual a coisa disposta pode ser tendenciado ou para “bem ou mal” ( q. 49,art. 2;1º), e que o hábito bom é contrário ao mau hábito, como a virtude é contrária ao vício (q. 49,art. 3). Portanto os maus hábitos não pode ser o centro das atenções e sim os bons hábitos. É preciso elogiar os bons hábitos das crianças e reforçá-los e assim elas vão crescendo virtuosas.
Peçamos a N. Sra. do Equilíbrio que nos ajude no processo educativo nosso e de nossos filhos. Amém!

Leia os outros artigos: CONVERSA DE PAI E MÃE

Semana que vem trabalharemos outro tema sobre hábitos: “PROBLEMAS COM O USO DO BANHEIRO – Estou sentindo um cheirinho estranho por aqui...”


 

O PEQUENO LADRÃO – “Foi ele que me deu!”

CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 10)

Comportamento

Muitas crianças, em algum momento da vida, apropriam-se de algo que não é seu. Quando, porém, a atitude torna-se habitual, o comportamento é motivo de preocupação séria para os pais.

Por que acontece

Às vezes, crianças pegam o que não lhes pertence simplesmente porque desejam aquele objeto e estão acostumadas a conseguir de imediato tudo o que querem. 

Por vezes roubam para impressionar os amigos, ou outras vezes roubam apenas por desforra contra os pais.

Sua reação

Ter um pequeno contraventor na família é realmente constrangedor. Para alguns pais não sabem o que realmente é pior: os roubos em si ou as flagrantes mentiras que acompanham os menores delitos... A primeira reação geralmente é o gritar, dar uns puxões de orelha ou até mesmo o castigo. Contudo esse não é o melhor caminho. 

O que fazer...

- não mime o seu filho demasiadamente, ou ele sentirá que tem o direito a tudo o que deseja;

- não seja demasiado indulgente (aceitando as desculpas mais esfarrapadas);

- ensine a aprender a conviver com o fato de que não é possível obter tudo o que se deseja nesta vida;

- se possível dê ao seu filho uma mesada, de modo que ele aprenda a administrar o próprio dinheiro. E se ele esbanjar rapidamente, não interfira e nem lhe dê mais dinheiro;

- às vezes, a criança rouba por pressão do grupo de amigos. Esse problema exige muito diálogo e orientação;

- Ajude às crianças desenvolverem interesse social (consideração pelos outros), e senso de direitos. O melhor a fazer é envolvê-los em atividades filantrópicas e assistenciais como: doar brinquedos usados pra crianças carentes ou doar itens de higiene para associações de idosos.

- Devolução é a melhor resposta. A criança tem que assumir a responsabilidade e reparar o erro, o que inclui devolver os bens de propriedade alheia (ou pagar o doce roubado) e pedir desculpas à vítima. É preciso acompanhar o processo.

Reflexão

Crianças que perambulam por aí, sem rumo e sem metas, caem na tentação de práticas reprováveis principalmente quando se juntam com “amigos” (da onça).

Diz o texto do Eclesiástico “O insaciável olho do cobiçoso não se contenta com uma parte, enquanto não consumir de secura a própria vida. O olho mau do invejoso fixa-se no pão alheio e se descuida da própria mesa.” (Eclo 14,9-10). A generosidade é uma graça que passa de pai pra filho, permita que seus filhos vejam pequenos gestos de caridade e respeito para com os empobrecidos e este gesto fará parte também da vida dele. Assim ele aprenderá a respeitar o que não é seu e mesmo que tenha algum bem, aprender a repartir, pois, como diz uma frase dos Vicentinos “Fazer o bem, faz bem!”

Na próxima semana trabalharemos questões de hábitos com o tem: “Maus hábitos – “Você está limpando o salão para o baile”

Deus abençoe sua semana!

 

 


O CARRANCUDO – o perigo da raiva silenciosa


CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 9)



O COMPORTAMENTO
Um intenso mau humor parte do momento em que alguém diz a palavra proibida: não!
Não para comprar um brinquedo, não para assistir um filme de terror, não para os jogos de vídeo game, e por aí vai....

POR QUE ACONTECE?
Emburrar nada mais é do que expressar a raiva de modo silencioso. Isso acontece diante da frustração de não ter conseguido o que queria ou a não realização de seus desejos.
Lembrando que a palavra “emburrar” é tornar se burro, ou seja grosseiro, bruto, firmar-se em uma posição = empacar. 

MEDIDAS PRÁTICAS
- Não se deixe irritar pelo mal humor de seu filho, não altere sua rotina nem tente recompensá-lo;
- Se o clima ficar detestável, peça a seu filho que se mantenha afastado, no quarto por exemplo;
- Quando o mau humor passar, estimule-o a falar sobre o assunto. Seu filho precisa saber que você deseja entender os sentimentos dele;
- proponha alternativas para o mal humor mostrando que o mundo não vai acabar por causa da vontade não realizada;
- Tenha em mente que seu filho possa ter uma queixa justificada. Não menospreze automaticamente suas reivindicações ou preocupações;
- Não comente o mau humor de seu filho com outras pessoas, isso pode “taxar” e criar estereótipo que dificilmente será consertado depois.

REFLEXÃO
Uma das grandes preocupações com o carrancudo é de fato o perigo da raiva silenciosa. Este comportamento causa transtornos interiores que se desdobram em doenças somatizadas pelo organismo causando tensões musculares, interferindo até na pressão arterial, insônia e outros danos. As crianças com esse comportamento em determinado momento podem extravasar seus sentimentos numa explosão de violência contra si e contra os mais próximos.
São Paulo na Carta aos Efésios diz “Não se ponha o sol sobre vossa ira. E não deis nenhuma chance ao diabo.” (Ef 4,26-27). É preciso estar atento para que esta raiva silenciosa do carrancudo seja tratado, curado, para que não se transforme numa mágoa, um ressentimento. Rogue a Deus assim: “Vem Santo Espírito cure essas feridas, cure onde dói...”

Na próxima semana trataremos do tema: O PEQUENO LADRÃO – “Foi ele que me deu!”

Nossa Senhora da Divina Providência, providenciai!



O MENTIROSO “Foi o monstro que quebrou a lâmpada! Verdade!”


Como lidar com as mentiras das crianças? - Jornal Joca


CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 8)

“Quem quebrou a lâmpada?” Quantas vezes você fez uma pergunta como esta e sempre ouve uma história fantasiosa repletas de personagens misteriosos e isto quando não sobra pro cãozinho ou pro irmão mais novo...

Por que acontece?
Crianças mentem pra fugir do castigo, para impressionar ou para manipular.

O que fazer?
Quando a mentira é uma constante, não há pai ou mãe que não se preocupe com a perspectiva de seu filho crescer desonesto. Mentiras têm que ser cortadas em definitivo! Portanto:
- Faça seu filho confiar em você, não importa o que ele fez. Ajude-o a encontrar uma solução para qualquer problema pelo qual ele estiver mentindo.;
- antes de mais nada seu filho precisa perceber que você o ama de modo incondicional;
- não tenha reação exagerada diante da mentira, evite gritos e ameaças.
- Em tom calmo fale a respeito do erro. Seja compreensivo, empático. Ele tem que aprender que a verdade é mais poderosa que a mentira;
- Não chame seu filho de mentiroso. As crianças normalmente absorvem esse tipo de bofetada verbal e começam a assumir esse estereótipo (formatos negativos de si mesmo).
- se a criança decidiu por falar a verdade sobre algum ocorrido, elogiar essa atitude dizendo que você fica feliz por saber primeiro e não ter vindo pela boca de outros. Mas é fundamental que ele conserte, de alguma forma o que fez.

Onde começa a mentira?
O hábito de mentir pode começar em tenra idade. Às vezes mentem para exibir mais esperteza do que você ou, em luta pelo poder ou simplesmente para rebelar-se. Mas em geral é para evitar a verdade sobre o mal feito. Quanto maior o castigo esperado, maior a possibilidade de fabricarem uma história para contornar aborrecimentos.
Também é importante distinguir entre histórias criativas e histórias falsas. Enquanto mentir seja uma forma de evitar aborrecimentos, por outro lado a meta do contador mirim de histórias é chamar a atenção.

Nossa reflexão
A questão é que nós adultos muitas vezes nos conformamos com uma mentirinha aqui outra ali. E até dizemos, “Mas quem não mente?”. Porém ao dizer isso abre-se brecha para que os filhos façam o mesmo que nos veem fazer.
E São Paulo através da carta aos Efésios vai nos dizer: “Portanto, tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros.” (Ef 4, 25).
 A família é um lugar privilegiado de perdão e festa. Que possamos exercitar a verdade sempre, e se falharmos ou se alguém deste pequeno círculo afetivo que é a família falhar, é preciso ser humilde para reconhecer e pedir perdão e assumir o propósito de se emendar.

Próxima semana falaremos sobre O CARRANCUDO – o perigo da raiva silenciosa
Deus nos abençoe!








O CHORÃO – o poder das lágrimas




CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 7)

O som do choro de uma criança corta qualquer coração. Mas se for constante esse choro pode tanto dilacerar seu coração quanto te tornar uma geladeira de insensibilidade. Tudo isso depende do motivo do choro ou de quantas horas de sono você teve na noite anterior.

Por que acontece?

A criança pode estar chorando pra avisar que está com fome ou sono, machucado ou com medo.
O objeto de nossa reflexão são os as crianças que choram para se fazer de vítimas ou porque gostam de ser tratadas com “luvas de pelica” de tão mimadas que são. Estas usam as lágrimas para conquistar simpatia ou tratamento especial. Você termina rastejando para satisfazer seus desejos, ou por medo de um berreiro ensurdecedor.

Qual a melhor estratégia?

- Verifique se o choro é provocado por algo sério ou simplesmente pela necessidade de atenção especial.;
- aprenda a distinguir o choro justificado (fome, dor, sono e outros), do choro usado como instrumento de poder e domínio;
 - Diga à criança que é difícil falar com ela quando está chorando, mas que você ficará feliz em conversar a respeito quando ele estiver mais tranquilo. É boa ideia deixa-la sozinha por algum tempo para se acalmar. Não deixe as lágrimas alterarem quaisquer regras ou decisões já tomadas anteriormente – como horário de dormir ou pequenas tarefas;
- quando seu filho para de chorar e quer falar sobre o problema, dedique a ele atenção total;
- Ajude seu filho a ser independente. Não tente protegê-lo sempre, ou ser companheiro (a) constante.
- Designe-o para fazer sozinho algumas tarefas, isso dará à criança maior sensação de competência.

Reflexão

Uma das causas da manifestação da criança chorona está ligado também a traumas devido à forma como exigimos desta criança algo além do que ela pode dar. O sentimento de incapacidade e incompetência pode provocar na criança uma negação de si e uma insegurança nas atitudes, esperando sempre reconhecimento e aprovação. Experimente rezar por ela no colo ou na cama ao dormir, cante canções calmas e religiosas. Faz uns afagos e dizendo o quanto você a ama e o quanto ela é capaz....O Senhor tem predileção pela oração de mãe. Lembremo-nos da Virgem Maria intercedendo pelos noivos na bodas de Caná (Jo 2,1ss)

Rezemos juntos: “Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!”

Semana que vem vamos refletir sobre O MENTIROSO “Foi o monstro que quebrou a lâmpada! Verdade!”

Deus os abençoe!











BOCA SUJA - “...me passe a @#*! do leite?”


CONVERSA DE PAI E MÃE (TEXTO 6)


BOCA SUJA “...me passe a @#*! do leite?”

Imagine você ao presenciar uma discussão entre os filhos e um deles descarrega aquelas palavras "mágicas" que deixam envergonhados e de cabelo em pé qualquer adulto.  E aí vem o questionamento "Menino quem te ensinou isso?"

Por que acontece isso?

Primeiro é bom lembrar que a s crianças imitam tudo o que vêem e o que ouvem. Essa é a maneira de aprenderem sobre algo.
Como um raio, um pensamento atravessa nosso cérebro e começamos a investigar onde e com quem eles aprenderam a falar "palavrões". 
Palavras são poderosas!  A questão é o que fazer quando temos crianças com um rostinho angelical  e de boca suja.

Estratégia

- não fazer muito alarde em torno do fato ou você colocará na mão de seu filho uma granada que poderá ser acionada a qualquer momento. Calmamente, explique a ele que não devemos dizer essa espécie de palavras porque fere os sentimentos das pessoas.
- poderá acontecer mais algumas vezes depois da conversa, mas se não acentuamos a cobrança, esta forma de comportamento, na maioria das crianças esquece estas atitudes.
- se seu filho insistir é porque está tentando chamar a atenção para algo que o contrariou.
- verificar os (novos) ambientes em que a criança frequenta: escola, casa de coleguinhas, clubes e outros. E por ser   palavras "novas", fora de seu ambiente mais fechado como a família onde ela não ouve isso então ela quer levar esta "novidade" para casa.
- se uma criança mais velha fala “palavrões" - sobretudo na presença dos pais - provavelmente é por represália. Ela quer ferir os adultos que a ofenderam então descarrega suas energias negativas através de xingamentos.
 Exercite a escuta ponderada, se você consegue ouvir o porquê do comportamento certamente ouvirá “Falo assim porque você grita muito comigo”. Essa atitude te levará a pedir desculpas sobre seu próprio comportamento.
-  faça uma análise de você mesmo, pois as crianças aprendem esse tipo de coisa na rua, mas também podem apenas estar repetindo o que você diz quando está nervoso ou irritado com alguma coisa.

Reflexão

O texto bíblico que nos ajuda nesta reflexão é o texto da Carta de São Paulo aos Efésios Ef 4,29 “Nenhuma palavra má saia de sua boca, mas só o que for útil para edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem.”
Já que a criança aprende e repete o que ouve principalmente de seu entorno como pais, irmãos e avós, que possamos exercitar o uso de palavras adequadas, com cuidado no trato um para com o outro. O perdão sempre será a melhor via para os conflitos. Se as crianças vêem isto em nós eles também tratarão os outros de igual maneira.
Peçamos a Nossa Senhora e a São José que nos ensine, assim como ensinou ao menino Jesus, a olhar sempre com atenção e carinho aqueles que o Senhor nos deu em cuidado: os nossos filhos.

Na próxima semana trabalharemos O CHORÃO – o poder das lágrimas

Deus nos abençoe! Até a próxima semana.